Mobilidade junta Santa Cruz, Ribeira e Governo Regional

Santa Cruz e Ribeira Brava assinaram o contrato interadministrativo com o Governo Regional, que decorre da implementação do novo Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros.

Este contrato junta-se aos já assinados com as autarquias de Câmara de Lobos e da Calheta.

A cerimónia, que decorreu no Espaço Infoart da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, no Funchal, primou pelo consenso e pela vontade de trabalhar em prol da população e da satisfação das suas necessidades, em matéria de mobilidade.

Referindo-se ao trabalho que foi desenvolvido, em parceria, entre a Direção Regional de Economia e Transportes e as autarquias presentes na assinatura, o secretário regional da Economia, Turismo e Cultura enalteceu o “grande sentido de responsabilidade” com que o processo foi tratado. Eduardo Jesus sublinhou a importância do envolvimento dos municípios na “discussão e na construção do que deverá ser a oferta futura do transporte público na Região, uma resposta que se deseja mais eficiente e adequada a quem tem de ser servido”.

O governante madeirense disse ainda que a grande mais-valia desta lei é, precisamente, a de “passar o foco do operador para o utente do transporte público”, algo que diz só se conseguir quando “temos a capacidade de ter, à mesma mesa, pessoas que se preocupam com o bem-estar da população”. Entidades que, conforme frisou, estão mais próximas da população e sentem, naturalmente, no dia-a-dia, as necessidades que têm de ser atendidas.

Agradecendo a compreensão, o empenho, a participação e o contributo deixado pelas autarquias de Santa Cruz e da Ribeira Brava, ao longo deste processo, o governante salientou que ficam abertas as portas para que se possa manter o diálogo a favor do novo modelo de mobilidade que está a ser, neste momento, equacionado para toda a Região Autónoma da Madeira.

Admitindo a dificuldade que seria assumir este processo sem partilha de responsabilidades com o Governo Regional, quer a autarquia da Ribeira Brava, quer a autarquia de Santa Cruz, manifestaram o seu agrado perante a assinatura deste contrato e reconheceram as vantagens que decorrem desta parceria para o futuro do transporte público que se deseja prestar, com qualidade, a cada munícipe.

Filipe Sousa, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, sublinhou o contributo prestado pela autarquia na elaboração deste contrato interadministrativo, assim como agradeceu a colaboração do Governo, considerando que, na base de todo este esforço, está o objetivo comum de melhorar significativamente a oferta pública de transporte no concelho.

Referindo a importância da partilha de opiniões para a valorização da oferta e, naturalmente, da sua qualidade aos cidadãos, Filipe Sousa reforçou, na ocasião, o facto de terem já sido incluídas, neste documento, três importantes carreiras que facilitam a mobilidade no município, concretamente no que concerne às zonas altas, o que, conforme sublinha, deixa antever que, no futuro, seja possível chegar a localidades que hoje se encontram isoladas, o que, naturalmente, é vantajoso para a população e vai ao encontro do que deve ser a politica de proximidade a todos os que residem em Santa Cruz.

Alinhando pelo mesmo ponto de vista, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava focou a importância dos transportes públicos e, concretamente, das carreiras intermunicipais e intramunicipais no concelho, referindo que este contrato “abre um maior espaço de diálogo entre o Governo Regional e a própria autarquia” que se revela crucial para articular novas e melhores respostas a quem vive no município.

Ricardo Nascimento fez questão de referir-se a este contrato interadministrativo como “uma mais-valia para toda a Região e, especialmente, para a Ribeira Brava”, que vê, assim, criadas as condições para evoluir numa solução mais equilibrada, eficiente e adaptada às necessidades das pessoas que vivem neste concelho.

Ler mais
Recomendadas

PremiumO Vinho Madeira que passa de geração em geração desde 1850

O maior desafio do Vinho Madeira é aumentar a produção das castas nobres Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia e Terrantez, e diminuir a produção da Tinta Negra, “que já é excessiva”, diz Pereira de Oliveira.

PremiumDireito ainda está “fora de questão” mas “poderia reter” estudantes na região

Para já, não está em cima da mesa a criação de uma licenciatura em Direito na UMa, mas o reitor José Carmo diz que o curso tem procura local.

PremiumO valor do patrocínio num evento como o Rali Vinho Madeira

O Rali Vinho Madeira é um evento que ao longo dos anos tem atraído milhares às estradas madeirenses. Mas nem só de público vive esta prova de desporto motorizado. O patrocínio é outras das vertentes que sustenta e ajuda a levar cada edição a bom porto. Entre os patrocinadores estão marcas e empresas como a MEO e o BPI.
Comentários