Moody’s: Papeleiras europeias deverão aumentar resultados entre 2% e 4%

A agência de notação financeira atribui um outlook ‘estável’ para o grupo de 40 empresas da indústria do papel e produtos florestais que analisa, em que se inclui a portuguesa The Navigator Company.

As empresas europeias das indústrias do papel e dos produtos florestais deverá continuar a beneficiar do aumento dos preços, melhorias na produtividade e sinergias propiciadas pelas recente onda de aquisições, segundo a Moody’s. A agência de notação financeira atribui um outlook ‘estável’ para o grupo de empresas que analisa, em que se inclui a portuguesa The Navigator Company.

“Esperamos que os resultados operacionais consolidados das 40 empresas de papel e produtos florestais que avaliamos aumente entre 2% e 4% nos próximos 12 a 16 meses”, afirmou a agência, num relatório publicado esta segunda-feira. No ano passado, os resultados do grupo aumentaram 4,8%, acima do valor antecipado pela Moody’s.

O crescimento dos rendimentos deverá ser impulsionado não só pelos preços, produtividade e sinergias, mas também de um aumento da procura por produtos de madeira, packaging de papel e polpa. Estes fatores serão, no entanto, penalizados por uma diminuição na procura por papel e subida de custos com transporte, trabalhadores, energia e químicos.

“Os preços das fibras, tipicamente o maior custo à entrada para a maioria dos produtos da indústria, serão voláteis, mas os custos médios em 2018 serão ‘flat’ em comparação com os custos médios de 2017”, explicou a Moody’s.

A agência atribui à portuguesa The Navigator Company um rating Ba2, com perspetiva ‘estável’. No ano passado, a empresa liderada por Diogo Silveira caíram 4,4%, face a 2016, para 207,7 milhões de euros. O decréscimo do lucro é explicado pela subida dos impostos pagos, que mais do que quintuplicaram, passando de 7,2 milhões de euros para 39,5 milhões.

Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) subiram 2%, para 403,8 milhões de euros.

Para 2018, a Navigator tem em curso dois projetos de desenvolvimento: a construção de uma fábrica de papel em Cacia (com capacidade de produção de bobines e de transformação) e a melhoria de eficiência produtiva de pasta e performance ambiental na fábrica da Figueira da Foz. No total, estes envolvem um investimento de cerca de 205 milhões de euros (120 milhões para Cacia e 85 milhões para a Figueira da Foz), dos quais 70 milhões foram despendidos em 2017.

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