Mourinho Félix: “Emissão correu bem. Taxas continuam a reduzir-se”

O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública colocou 950 milhões de euros num duplo leilão de OT a 10 e 16 anos, a taxas mais baixas que nas emissões comparáveis anteriores.

Cristina Bernardo

“A emissão correu bem. As taxas continuam a reduzir-se”. Foi assim que o secretário de Estado Adjunto do Tesouro e das Finanças comentou a colocação de 950 milhões de euros de obrigações do Tesouro (OT), esta quarta-feira, 11 de julho.

O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública colocou 950 milhões de euros num duplo leilão de OT a 10 e 16 anos, a taxas mais baixas que nas emissões comparáveis anteriores.

O montante colocado aproxima-se do máximo previsto pela instituição liderada por Cristina Casalinho, que tinha anunciado “um montante indicativo global entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros”.

Como o secretário de Estado Ricardo Mourinho Félix, numa audição na Comissão de orçamento e Finanças (COFMA), no âmbito da temática “Avaliação do endividamento público e externo”, Portugal pagou menos tanto no prazo mais curto, como no mais longo.

O IGCP colocou 650 milhões de euros, a 10 anos, a uma taxa de 1,727%, inferior em 0,192 pontos percentuais á verificada no último leilão com esta maturidade, a 16 de junho, quando emitiu 588 milhões de euros. No mercado secundário, a taxa dessa dívida benchmark portuguesa negociava, na sexta-feira, nos 1,80%.

O IGCP colocou, também, 300 milhões de euros, a 16 anos – com maturidade em 2034 –, pagando 2,257%, o que representa uma descida de 6,8 pontos de base (ou 0,068 pontos percentuais) face aos 2,325% pagos na emissão com recurso a sindicato bancário realizada a 11 de abril, quando colocou 3 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças, Mário centeno, considerou que este é “um excelente indicador do que é a avaliação [que os mercados fazem] para os próximos 15 anos”.

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