“Na Madeira não morreu nenhum David como em Lisboa”, Pedro Ramos esclarece remunerações dos médicos

PTP lançou suspeitas de beneficiação salarial, secretário regional da Saúde garante que os médicos ganham consoante a sua especialidade e horas de prevenção. Parlamento da Madeira aprovou pacote de incentivos à fixação de médicos.

“Na Madeira não morreu nenhum David como em Lisboa”, afirmou esta quarta-feira o secretário regional da Saúde, explicando que isso não aconteceu por existir, no hospital do Funchal, organização e profissionais de prevenção.

Pedro Ramos respondia assim à deputada do PTP Madeira, Raquel Coelho, que denunciou, durante a discussão no Parlamento Regional de um diploma que cria incentivos à fixação de médicos no Serviço Regional de Saúde, a existência de “discriminação salarial” entre médicos madeirenses.

Segundo Raquel Coelho, há médicos que estão a ser devidamente remunerados pela sua especialidade, enquanto “um grupo restrito”  aufere de remuneração elevadíssimas “até 20 mil euros “, “beneficiando de ligações políticas.

Na resposta, o tutelar da saúde explicou que as discrepâncias salariais estão devidamente justificadas pela posição hierárquica, responsabilidade e especialidade de prevenção. Citando várias especialidades, Pedro Ramos lembrou o caso do jovem David que, em 2015,  morreu no Hospital São José vítima de um aneurisma cerebral por alegada falta de assistência médica especializada.

Na Madeira, acrescentou Pedro Ramos, a especialidade de neuroradiologia de intervenção começou no ano passado, mas  há organização e prevenção. Há médicos que estão disponíveis 24 horas, explicou o secretário, criticando a “falta de respeito da deputada pelos médicos ao lançar tais informações”.

Aprovada esta quarta-feira por  unanimidade, a  proposta de Decreto Legislativo Regional  “cria incentivos à fixação de médicos no Serviço Regional de Saúde da Região Autónoma da Madeira”, nomeadamente pecuniários (compensação de despesas de deslocação e transportes e incentivos para fixação) e não pecuniários (para cônjuges, equiparados, filhos ou ascendentes) por um período de três anos, auferindo até ao final do contrato 51.597,18 euros.

O valor do incentivo pecuniário é de 40% da remuneração base correspondente à primeira posição remuneratória da categoria de assistente da Carreira Médica Especial ou da carreira Médica, a pagar 12 meses por ano.

 

 

 

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