“Não há mais dinheiro para salários”. Clube da Premier League revela dificuldades financeiras

Este é o estranho caso de West Bromwich Albion, um clube que participa na Premier League, o principal escalão do futebol britânico, há 8 anos e que, atualmente, está no último lugar do campeonato.

Vida difícil para o West Bromwich Albion (WBA). Além de estar no último lugar do principal campeonato de futebol inglês, o novo director-executivo do clube, Mark Jenkins, anunciou esta segunda-feira que “não há mais dinheiro para salários”.

Numa entrevista ao canal do WBA, cuja massa adepta é conhecida por “the baggies”, Jenkins afirmou estar “chocado” com o estado das finanças do clube inglês. “Temos ordenados e verbas de transferências e empréstimos a níveis recorde, e mesmo assim encontramos-nos nesta posição”.

O dirigente desportivo regressou à direção do clube em fevereiro, após o seu antecessor Martin Goodman e o chairman do clube John Williams terem saído com o anúncio do fim dos respectivos contratos.

“Vou ser sincero, voltei e estou chocado com o que eu encontrei em algumas das decisões que foram tomadas”, começou por dizer.

Mark Jenkins mostrou-se incrédulo com a situação desportiva do clube, depois de um considerável investimento feito nas últimas épocas. “Temos salários, taxas de transferência e taxas de empréstimo em níveis recordes e ainda assim nos encontramos nessa posição [na parte inferior da Premier League], acrescentou”.

Em 2016, a folha salarial do clube, só em atletas, aumentou de 28,4 milhões para 43,7 milhões de euros. O aumento na folha salarial foi acompanhado pelo aumento das verbas disponíveis em banco. Em junho de 2017, o WBA tinha disponível no banco 45,3 milhões, quando no ano anterior tinha apenas 18,1 milhões de euros.

O dirigente desportivo afirmou ainda que as contas do clube até junho de 2017 mostravam lucros antes dos impostos de 45,3 milhões de euros, quando no período financeiro anterior o lucro tinha sido apenas de 1,1 milhão de euros. O volume de negócios do WBA também aumentou substancialmente, em 40%. De 45,3 milhões subiu para 157,7 milhões de euros.

O novo CEO dos “baggies” afirmou ainda que quando estava fora da direção e lia os relatórios do clube observava que o WBA estava a funcionar “no limite”. “Conhecendo o negócio como conhecia, pensei que fosse uma posição negocial, mas posso assegurar-vos que estamos mesmo no limite. Não há mais dinheiro para ordenados”, assegurou.

“Foi doloroso ver o clube que eu e muitas outras pessoas, como Dan Ashworth ou Darren Eales, construíram como um clube estável na Premier League. Esta situação surgiu nos últimos 12 ou mais meses em que estive fora”, acrescentou.

Jenkins prometeu ainda: “Estou determinado a repor o clube onde deveria estar”.

Mark Jenkins confirmou também que o proprietário do clube, Guochuan Lai, está a par da situação e que permanece comprometido em tornar o WBA num clube de sucesso.

Guochuan Lai comprou o West Bromwich Albion em 2016 por cerca de 180 milhões de euros, através da empresa Yunyi Guokai Sports Development Lda.

Este é o estranho caso de West Bromwich Albion, um clube que participa na Premier League, o principal escalão do futebol britânico, há 8 anos.

Os “The baggies” estão actualmente no 20º lugar, com apenas vinte pontos conquistados, a mais de 60 pontos do primeiro classificado, o Manchester City.

Para esta época (2017/2018),de acordo com o portal Transfermarkt, o WBA tem um plantel de 25 jogadores – 15 dos quais são internacionais – valorizado em 172 milhões de euros.

Também na presente temporada desportiva, o clube apresenta um balanço de transferências negativo em 49,15 milhões de euros. O clube treinado por Alan Pardew comprou 11 jogadores no valor global de 51,2 milhões e vendeu oito atletas, no valor global de 2,05 milhões.

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