Não há necessidade de intervenção no BCP, garante ministra

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, recusou que venha a ser necessária uma intervenção pública no BCP, no seguimento do chumbo do banco nos testes de ‘stress’ europeus. “Não vejo qualquer razão para que se pondere e considere uma intervenção no BCP. Não há qualquer razão para pensar que possam ser necessários capitais públicos […]

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, recusou que venha a ser necessária uma intervenção pública no BCP, no seguimento do chumbo do banco nos testes de ‘stress’ europeus.

“Não vejo qualquer razão para que se pondere e considere uma intervenção no BCP. Não há qualquer razão para pensar que possam ser necessários capitais públicos no BCP, tanto mais depois de [o banco] ter feito um aumento de capital privado tão expressivo e, recordo, numa altura tão difícil de mercado, o que demonstra ainda mais a solidez do próprio BCP”, afirmou Maria Luís Albuquerque, quando questionada pelos jornalistas sobre se descartava uma intervenção pública no banco, no seguimento do chumbo nos testes de stress.

A ministra recordou que o BCP realizou já este ano “um dos maiores aumentos de capital da história” e que devolveu 1850 milhões de euros ao Estado do apoio que tinha recebido do montante do resgate internacional reservado à banca (estando por devolver 750 milhões).

“Estamos a falar de ações concretas, realizadas, postas em prática, e não apenas ideias para o futuro. Permitem-nos concluir que mesmo que, no cenário mais adverso e teórico, fossem considerados os dados de agora e não os do final de 2013 o problema não se colocaria”, afirmou Maria Luís Albuquerque.

A ministra falava durante a conferência de imprensa de apresentação do “Economic Survey” de Portugal, um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a economia portuguesa, apresentado hoje em Lisboa.

 

OJE/Lusa

Ler mais
Recomendadas

Marcelo aprova aumentos de 700 euros para juízes, mas critica fosso salarial face aos polícias e militares

Marcelo Rebelo de Sousa destaca que os juízes, e membros de autoridades reguladoras e de supervisão a entidades públicas empresariais e empresas públicas, passando por outras entidades administrativas, já estão com salários mais elevados do que o primeiro-ministro. O Presidente exige que a desigualdade salarial seja “encarada na próxima legislatura”.

Incêndios florestais caíram 26% este ano face a 2018

“Estamos, até hoje, com 6.800 incêndios desde o início do ano, o que significa que temos um número de incêndios 36% inferior à média dos últimos dez anos. E uma área ardida 42% inferior à média dos últimos dez anos”, sublinhou Eduardo Cabrita.

Proteção Civil tem reservas de combustível para “mais de dois meses”

Apesar de garantir que existem reservas para mais de dois meses, Eduardo Cabrita sublinha que as prioridades têm de ser asseguradas quando se fala numa dificuldade de distribuição.