“Não tinha de ser comunicada”: PSD não avisou Governo português da visita a Angola

Líder do PSD disse não ter comunicado a realização da visita ao Governo português – até porque “não tinha de ser comunicada” – e reiterou que o encontro “foi bom para Portugal”.

O presidente do PSD recusou hoje que a sua deslocação a Angola tenha causado algum mal-estar no Governo de António Costa, salientando o “simbolismo” de uma visita que diz ser uma “ajuda” nas relações entre os dois países.

“Não senti nenhum mal-estar com o Governo português, de forma nenhuma”, afirmou Rui Rio quanto questionado pelos jornalistas no final de uma reunião com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que hoje decorreu no Porto, acrescentado que “talvez pudesse ter sentido isso se, em vez de agora, tivesse ido lá há dois ou três meses”.

Salientando que as reuniões que manteve com o presidente de Angola e com o presidente do MPLA correram “excecionalmente bem”, Rio apontou o “simbolismo” do encontro que, “sendo bom para o PSD – que desde o tempo de Cavaco Silva e Durão Barroso sempre teve relações privilegiadas com o MPLA – é, acima de tudo, bom para Portugal”.

“Para lá de eu ir lá como líder partidário, também fui lá como dirigente político português, independentemente do partido, e foi assim também que a própria comunicação social local me viu. Nesse aspeto é uma ajuda para que as relações entre Angola e Portugal possam melhorar relativamente aquilo que foi este período mais recente”, sustentou.

Questionado pelos jornalistas, o líder do PSD disse não ter comunicado a realização da visita ao Governo português – até porque “não tinha de ser comunicada” — e reiterou que o encontro “foi bom para Portugal”.

“Aquilo que eu vejo é que haverá algumas pessoas incomodadas, que procuram agora atirar areia para a engrenagem procurando estragar aquilo que por Portugal conseguiu ser feito”, acrescentou.

Rui Rio foi recebido na passada sexta-feira em Luanda pelo líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, e pelo Presidente angolano, João Lourenço, tendo nesse dia descrito estas reuniões como “de grande relevo” para Portugal.

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