Nove bancos italianos ‘chumbaram’ nos testes da EBA

Nove bancos italianos e três bancos gregos ‘chumbaram’ no cenário adverso dos testes de ‘stress’ levados a cabo pela Autoridade Bancária Europeia (EBA), segundo a informação hoje divulgada. Segundo a EBA, seriam 24 os bancos que falhariam em manter o rácio de capital no mínimo exigido (5,5%) no cenário adverso no horizonte de 2016, o […]

Nove bancos italianos e três bancos gregos ‘chumbaram’ no cenário adverso dos testes de ‘stress’ levados a cabo pela Autoridade Bancária Europeia (EBA), segundo a informação hoje divulgada.

Segundo a EBA, seriam 24 os bancos que falhariam em manter o rácio de capital no mínimo exigido (5,5%) no cenário adverso no horizonte de 2016, o que equivaleria a necessidades de capital de 24,6 mil milhões de euros.

Do total dos bancos que ‘chumbaram’, num cenário de deterioração dos indicadores económicos e financeiros, nove são bancos italianos, três gregos outros e três de Chipre.

Apresentariam um rácio de capital abaixo do mínimo exigido um banco da Áustria, dois da Bélgica, um da Alemanha, um de França, dois da Irlanda e dois da Eslovénia, além do já conhecido português BCP.

Apesar das falhas detetadas, algumas já foram colmatadas ao longo deste ano, antes de os resultados serem divulgados.

O banco italiano em situação mais complicada é o histórico Banca Monte dei Paschi di Siena.

A EBA lembra ainda que os bancos gregos que ‘chumbaram’ (Eurobank Ergasias, National Bank of Greece e Piraeus Bank) já têm planos de reestruturação aprovados pela Comissão Europeia.

Os quatro bancos ingleses avaliados pela EBA (Barclays, HSBC, Lloyds e Royal Bank of Scotland) passaram nos testes.

A avaliação abrangente a 130 bancos da zona euro, que inclui avaliação da qualidade dos ativos e testes de ‘stress’, detetou falhas de capital de 25 mil milhões de euros. No entanto, segundo o BCE, que divulgou os resultados agregados, dos 25 bancos que ‘chumbaram’ 12 desses já cobriram as suas necessidades, depois de terem aumentado o capital em 15 mil milhões de euros já em 2014.

Os outros bancos têm agora de preparar planos de reforço de capital a serem apresentados no prazo de duas semanas e terão nove meses para colmataram as falhas detetadas.

OJE/Lusa

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