Novo Banco coloca 86% da dívida subordinada no estrangeiro. Vem do Reino Unido a maioria dos novos investidores

As obrigações que foram colocadas em novos investidores têm a seguinte distribuição geográfica: Reino Unido 35%; Suíça 22%; Portugal 16%; offshores dos EUA 15%; Espanha e Itália 10%; e Alemanha 2%.

Cristina Bernardo

Já é conhecida a origem geográfica da subscrição da emissão de dívida subordinada concluída nesta sexta-feira. A esmagadora maioria dos novos investidores que subscreveram as novas obrigações Tier 2 são estrangeiros. Com o Reino Unido à cabeça. Só 16% foi colocado em investidores portugueses.

O montante realizado foi de 141,2 milhões de novas obrigações, com a procura a superar em 2,2 vezes a oferta.

Destas 86% foram colocadas no exterior, nomeadamente no Reino Unido que absorveu 35% deste montante; na Suíça onde foram colocadas 22% destas obrigações; nos investidores sediados em offshores dos Estados Unidos foram colocados 15%; em Espanha e Itália 10% e finalmente na Alemanha 2%.

Por tipo de investidor, as gestoras de ativos dominaram, com 54%; seguindo-se os hedge funds com 22%; a banca com 15% e outros 9%.

A larga adesão à troca de obrigações de cupão zero de longo prazo (mais de 80%), fez com que de uma emissão de 400 milhões, apenas 141,2 milhões fosses destinadas a novos investidores.

“Esta emissão de 400 milhões foi obtida numa primeira fase através de 258,8 milhões de euros de novas obrigações Tier 2 resultantes da troca de obrigações seniores existentes, ou seja 62,5% do total da emissão, e através de novos investidores, onde a procura atingiu mais de 2,2 vezes o montante realizado de 141,2 milhões de novas obrigações”, explicou o banco.

O Novo Banco concluiu na sexta-feira a emissão de 400 milhões de euros de dívida subordinada. O banco liderado por António Ramalho paga 8,5% na emissão de 400 milhões em dívida Tier 2. Isto compara com uma colocação feita pelo banco concorrente CGD, recentemente, de títulos da mesma categoria, em que o banco do Estado pagou um juro de 5,75%.

O Novo Banco salienta no entanto que a operação foi concluída ao preço mínimo de 8,5%, “mas como houve uma larga adesão na troca de obrigações cupão zero de longo prazo (mais de 80%), o custo marginal para o Banco será cerca de 1/4 daquele valor”.

O banco destaca “o sucesso da operação”, traduzido numa “procura de mais do dobro da oferta para novos investidores, reforçando assim os seus capitais”

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