Onde vai cair o satélite chinês? Portugal é um dos ‘candidatos’

Agência Espacial Europeia acredita que o satélite chinês cairá no planeta Terra entre 30 de março e 2 de abril. Portugal pode ser atingido.

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) acredita que o satélite chinês Tiangong-1 deverá cair no planeta Terra entre 30 de março e 2 de abril, sendo que esta previsão ainda pode ser acautelada, realçou a ESA.

Entre as informações que a ESA pode avançar está o facto de existirem indícios de que os destroços possam cair no hemisfério norte, o que implica na possibilidade de Portugal ser atingido.

A ESA aponta que o país não tem razões para se preocupar. “Considerando o pior caso possível, a probabilidade de uma pessoa ser atingida pelos detritos do Tiangong-1 é um milhão inferior à probabilidade de ganhar o jackpot [da lotaria] Powerball.”, salienta em comunicado. Não está descartada a possibilidade dos destroços caírem no mar.

“Poderoso símbolo político” da China em queda

O satélite chinês, Tiangong-1, está em rota de colisão com o planeta Terra e há alguns meses, as autoridades avançaram que teriam perdido o controlo sobre o satélite, descrito como um “poderoso símbolo político” da China, e já alertaram a Organização das Nações Unidas (ONU) para a probabilidade de o aparelho cair no período agora estimado.

O Tiangong-1, que foi lançado em 2011, como parte de um ambicioso impulso científico para transformar a China numa superpotência espacial. No entanto, o ano passado as autoridades chinesas relataram ter perdido o controlo sobre o satélite, admitindo a possibilidade de este vir a cair. Esta teoria viria a confirmar-se poucas horas depois. O engenho de 8,5 toneladas começou a perder altitude e iniciou uma trajetória de queda em direção ao planeta Terra.

O astrofísico acredita que grande parte do aparelho venha a derreter durante a travessia da atmosfera, mas alerta que algumas peças com um peso até 100 quilos possam cair na superfície da Terra. A China garante que o risco de os destroços causarem graves danos é baixo, mas ainda assim convém monitorizar a queda dos destroços do satélite.

A situação não é única. A estação espacial Salyut 7 da antiga União Soviética (atual Rússia) caiu na Terra, em 1991, espalhando escombros na cidade de Capitán Bermúdez, na Argentina. Também o gigantesco satélite Skylab de 77 toneladas da NASA entrou na Terra em queda não controlada em 1979, com algumas grandes peças a aterrarem em Perth, na Austrália.

Ler mais
Relacionadas

Portugal prepara-se para descobrir os exoplanetas

A “Missão Ariel” será a próxima missão do programa científico e vai ser lançada em 2028. A participação portuguesa é liderada pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.

Spacex quer iniciar voos de teste para assegurar vida humana noutros planetas

Este vaivém poderá realizar “voos curtos, de ida e volta, provavelmente já no primeiro semestre do próximo ano”, disse Musk na conferência “SXSW” em Austin, Texas.

Do Espaço para os Açores: Arquipélago será local de aterragem de projeto da Agência Espacial Europeia

Projeto da agência “tem como objetivo proporcionar à Europa um sistema de transporte espacial integrado, acessível, independente e reutilizável para acesso e retorno do Espaço”, indica nota do Governo Regional dos Açores.
Recomendadas

Vistos gold: Investimento captado mais do que triplicou em julho para 98,2 milhões de euros

O investimento captado através dos vistos ‘gold’ mais do que triplicou (aumentou 276%) em julho, face ao período homólogo de 2018, para 98,2 milhões de euros, segundo contas feitas pela Lusa com base nos dados estatísticos do SEF.

Número de viciados em jogo online aumentou mais de 8% em Portugal

No espaço de seis meses, 38.600 pessoas pediram para ser impedidas de jogar online, mais 3.200 pessoas face a 2018, uma subida de 8,3%.

Avião de carga aterrou de emergência no aeroporto do Porto  

Um avião de carga com dois tripulantes fez hoje uma “aterragem de emergência” em segurança no aeroporto do Porto devido a um “problema no motor”, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.
Comentários