Pactos de regime: PS e PSD não se entendem desde 2006

Reforma da Justiça acordada por José Sócrates (primeiro-ministro) e Luís Marques Mendes (líder da oposição) foi o último pacto cumprido. Entre as tentativas fracassadas, destaque para a reforma do IRC em 2013.

Cristina Bernardo

Logo após ter assumido a presidência do PSD, Rui Rio abriu linhas de diálogo com o Governo do PS visando o estabelecimento de pactos de regime. Na semana passada, o novo líder da oposição (na difícil situação de não ter assento parlamentar) reuniu com o primeiro-ministro António Costa, no Palácio de São Bento, e deu início a um processo de negociações em torno de duas matérias consideradas prioritárias: os fundos comunitários e a descentralização.

Mas a procura de consensos entre o PSD e o PS não vai cingir-se a essas duas matérias. O setor das infraestruturas, com enfoque na construção de um novo aeroporto em Lisboa, também deverá ser abordado em futuras negociações. Aliás, o primeiro-ministro já apontou nesse sentido, anteontem, ao defender que “quando queremos planear infraestruturas é desejável haver um acordo político alargado porque as decisões precisam de ter continuidade”. Mais, afirmou que “estamos a tomar decisões já não para os nossos filhos ou os nossos netos, mas para aqueles que daqui a 100 anos vão utilizar as infraestruturas”. Daí a necessidade de acordos que vigorem além de uma legislatura, resultando de consensos entre os dois maiores partidos que têm governado alternadamente.

Artigo publicado na edição semanal do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

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