País Basco testa alternativa catalã

O exemplo da Catalunha, que tem novo referendo sobre a independência marcado para outubro, pode ser replicado no País Basco. É isso que querem alguns independentistas, acusados pelo governo local de radicais.

Várias forças sociais e políticas – e até mesmo sindicais – do País Basco querem uma alteração profunda da forma de governação da autonomia, no sentido de acrescentar mais peso aos independentistas, na tentativa de imitar a agenda unilateralmente tomada pela Generalitat da Catalunha – que quer assumir a sua condição de Nação.

Os independentistas bascos estão a aumentar a contestação ao Partido Nacionalista Basco (PNV), no poder, acusando-o de ter uma agenda neoliberal em termos económicos e de estar sempre pronto para pactuar com as propostas emanadas de Madrid.

A contestação está a agregar-se em torno do sindicato ELA-STV, com mais de 100 mil membros, e que tanto o PNV como o Partido Socialista Basco consideram ser um agitador: “são a vanguarda do nacionalismo radical”, disse esta semana o porta-voz socialista no parlamento basco, José Antonio Pastor, para comentar as pretensões do sindicato.

Os independentistas consideram que o País Basco deve seguir a tora da Catalunha – onde figura a hipótese da proclamação unilateral de independência. Os catalões têm agendada para 1 de outubro um novo referendo à independência, em que as Generatitat está claramente envolvida e que promete fazer regressar o tema das independências ao topo da agenda política.

O próprio PSOE tem vindo a encarar a questão e uma forma diferente: Pedro Sánchez, o secretário-geral dos socialistas, conseguiu fazer aprovar pelo congresso (que decorreu há duas semanas) um projeto que abre as portas a uma Espanha como uma espécie de federação de nações.

Aparentemente, os bascos – que estão divididos entre Espanha e França – querem fazer parte dessa mudança e para isso querem que o seu governo enfileire pela ‘opção catalã’. Mas a questão basca é ainda mais delicada que a catalã – desde logo precisamente porque a nação está dividida pelo território de dois países.

A matéria está, de qualquer modo, cada vez mais presente no discurso político basco, o que não é um dado positivo para o governo popular de Mariano Rajoy – que já tem dores de cabeça suficientes com a questão catalã. Filipe VI também não tem motivos para descanso: todas estas vontades nacionalistas e independentistas são uma péssima notícia para os Bourbon.

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