“Patrões” têm menos qualificações do que os altos quadros

Por outro lado, a qualificação de especialistas das atividades intelectuais e científicas coloca Portugal acima da média europeia: 91,7% tem o ensino superior, face a 84% na média europeia. Regista-se que apenas 1,7% tem o ensino básico e 6,8% o ensino secundário.

1. Adote uma estrutura de custos mais flexível. Quanto mais flexível for a estrutura de custos, mais sustentável é o negócio e a tesouraria das empresas. Nomeadamente no que diz respeito aos gastos com os funcionários, por exemplo, devem ser contratadas pessoas que sejam essenciais para a parte operacional da empresa. Dependendo da dimensão das empresas, todas as restantes áreas, devem ter custos flexíveis com o recurso ao outsourcing dessas mesmas funções ou tarefas.

Em Portugal, apenas 39,8% dos gestores e dirigentes têm o ensino superior, enquanto 92% dos especialistas intelectuais e científicos têm o referido nível educacional, segundo um estudo do Observatório das Desigualdades.

A discrepância entre a qualificação de “patrões” e altos quadros afasta Portugal da média europeia, em que 57,6% têm o ensino superior.

Além disso, na UE, um terço dos “patrões” tem o ensino secundário e apenas 10% o básico, enquanto em Portugal 36,8% dos gestores e dirigentes têm o ensino básico e 25,9% o secundário.

“Apesar de deter um importante recurso de autoridade organizacional e de direcção, não mobiliza com a mesma expressão ao nível de capital escolar, ao contrário do que sucede na maior parte dos países da EU, onde em média quase 60% dos indivíduos que integram esta categoria profissional têm qualificações escolares de nível superior”, explicam Renato Carmo e Frederico Cantante, os autores do estudo que será lançada esta quarta-feira, no Colóquio Comemorativo dos 10 anos de Atividade do Observatório das Desigualdades.

Por outro lado, a qualificação de especialistas das atividades intelectuais e científicas coloca Portugal acima da média europeia: 91,7% tem o ensino superior, face a 84% na média europeia. Regista-se que apenas 1,7% tem o ensino básico e 6,8% o ensino secundário.

“Significa isto que apesar do grande défice de escolarização da população empregada, o país investiu continuadamente na formação superior de certas camadas populacionais tendencialmente mais jovens jovens, que progressivamente ingressaram no mercado de trabalho”, realçam os investigadores.

Cantante e Carmo identificam “a persistência de um défice educacional que caracteriza a situação portuguesa”: cerca de 48% dos empregados em Portugal tem o ensino básico face à media europeia de 18%. No entanto, sublinham a diminuição, na última década, do peso de trabalhadores com este nível de ensino.

“Estas disparidades revelam que a composição da força de trabalho em Portugal é muito atípica, denotando um conjunto de particularidades de assimetrias”, concluem.

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