Paulo Nunes de Almeida renova liderança da AEP

Numas eleições muito concorridas, o empresário renovou a lista – que não teve oposição – e prepara-se para mais três anos à frente da associação com 168 anos.

Paulo Nunes de Almeida foi ontem reeleito presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), com 97,6% dos votos expressos, numa das eleições mais concorridas de sempre, segundo adianta fonte oficial da organização. “A sua equipa integra uma lista de continuidade, embora renovada, com 32 elementos onde não faltam nomes sonantes do setor empresarial português”.

Na mensagem que dirigiu aos associados Paulo Nunes de Almeida destacou “por considerar que há ainda muito a fazer, e motivado por palavras de apoio e solidariedade de associados e colegas, estabeleci contactos com empresários e individualidades, com o objetivo de apresentar uma candidatura que represente os mais importantes setores de atividade, em linha com a representação multissetorial que bem caracteriza a AEP, com empresas de diferentes dimensões, várias localizações geográficas e cumprindo o estatutariamente estabelecido no que respeita à necessária renovação e à limitação de mandatos”.

O Conselho Geral integra assim representantes dos principais setores da economia portuguesa, “designadamente cerâmica, construção, indústria farmacêutica, madeiras, vinhos, têxtil, cortiça, turismo, metalo-mecânica e alimentação e bebidas, entre outros”.

José António Barros, o anterior presidente da associação, e António Cardoso Pinto, presidente da metalomecânica Adira, mantêm-se como presidentes da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal, respetivamente.

“O programa de ação proposto pela nova direção para o período 2017-2020, aposta sobretudo no reforço de um associativismo responsável e interventor, no qual pontuam três grandes objetivos: relançar o prestígio da AEP após consolidação financeira; ser parceiro inovador das empresas; ser um catalisador do crescimento económico”.

As principais linhas de atuação da nova direção “privilegiam a promoção do papel do empresário e das empresas, o reforço da capacidade de intervenção nas políticas públicas que influenciam a atividade empresarial, o desenvolvimento e a inovação na prestação de serviços às empresas, uma gestão eficaz e eficiente dos recursos humanos, o reforço da cooperação associativa e do funcionamento em rede e a promoção e partilha de informação”.

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