Paulo Veiga representa Cabo Verde no II Workshop sobre Comércio pesqueiro nos estados insulares em desenvolvimento

Cabo Verde se faz representar pelo secretário de Estado da Economia Marítima, Paulo Veiga, no II Workshop sobre o Comércio Pesqueiro nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) que desde o dia e termina hoje, 29, nas ilhas Seychelles.

O encontro propõe destacar as mudanças na paisagem marítima do comércio de peixe a nível global, mas também vai se debruçar sobre a gestão da pesca e questões de governança e promover um diálogo para que as autoridades tenham uma visão clara do valor do comércio de peixe e das barreiras e oportunidades existentes.

Quem acolhe é o Governo de Seychelles, mas o  II Workshop sobre o Comércio Pesqueiro nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) é iniciativa da Associação da Orla do Oceano Índico (IORA), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Esta oficina de debates almeja contribuir para a criação de um plano de acção relacionado com a componente dos PEID dos Oceanos Atlântico e Índico no Programa de Acção Global sobre Segurança Alimentar e Nutricional nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

Segundo o Governo, em despacho para as redacções, “o comércio de peixe é parte integrante da cultura das comunidades insulares, desempenhando um papel crucial na geração de receitas de exportação, contribuindo para o rendimento nacional dos meios de subsistência das comunidades locais, da segurança alimentar e nutricional, sendo que mais de 75% da produção mundial de peixe destina-se ao consumo humano”.

O ministro das Pescas e Agricultura das Seychelles, Hon Charles Bastienne, dá uma achega: “uma pesca resiliente e sustentável aumenta a segurança alimentar e nutricional, contribui para o crescimento económico e respeita o meio ambiente”.

Para que conste, os números da FAO indicam que o comércio de peixe desempenha um papel importante nas economias dos países africanos: Isso, quer em termos de exportações quanto a nível das importações. Segundo a FAO, o valor total da venda de produtos pesqueiros e da aquacultura em 2016 ultrapassou os 362 bilhões de dólares, sendo 232 bilhões provenientes da produção aquícola.

Mas o que é o PEID? Para já, é um grupo composto por países com os mesmos problemas de desenvolvimento sustentável, incluindo populações pequenas, recursos limitados, vulnerabilidade a catástrofes naturais, vulnerabilidade a choques externos e dependência excessiva do comércio internacional.

Muitos PEID são altamente dependentes dos seus recursos pesqueiros oceânicos e costeiros para o crescimento económico e desenvolvimento e as atenções estão centralizadas na pesca de captura marinha e no interior, na aquacultura, nos sistemas de subsistência e alimentares e no crescimento económico de serviços ecossistémicos.

Incluem ainda actividades da pesca do atum, da cultura do camarão, da cultura das ostras, da cultura das algas, da transformação e comercialização, das salinas, da aquacultura de arroz, dos manguezais, do turismo marinho e das zonas industriais, tudo suportado pelos portos, estradas e infraestruturas de fornecimento de energia.

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