Perdas do BCP prejudicam PSI 20, que cai em contraciclo com Europa

Bolsa nacional encerrou a sessão desta terça-feira a cair 0,53%, para 5.608, 27 pontos

A bolsa nacional encerou a sessão desta terça-feira a cair 0,53%, para 5.608, 27 pontos, contra a tendência visível entre as principais congéneres europeias. Em Lisboa, os títulos da Semapa, Sonae e BCP lideraram perdas.

O BCP perdeu 1,33%, para 0,26 euros. O banco agora liderado por Miguel Maya corrigiu os ligeiros ganhos da manhã, depois de os resultados da congénere suíça UBS terem superado as expectativas dos analistas. Os lucros do banco UBS aumentaram 9% para 1,28 mil milhões de francos suíços (1,10 mil milhões de euros) no segundo trimestre.

Os títulos da EDP também se destacaram, com uma queda de 0,90%, para os 3,42 euros. Numa estimativa do BIG – Banco de Investimento Global para o segundo trimestre de 2018, a cotada deverá apresentar uma subida dos lucros.

“Mesmo não tendo estimativas, é fácil de perceber que vai haver um crescimento homólogo dos lucros porque houve um aumento da produção”, explica a equipa de research do BiG – Banco de Investimento Global, em declarações ao Jornal Económico. A conclusão provém dos dados operacionais trimestrais já apresentados pela EDP e EDP Renováveis.

A EDP Renováveis fechou ‘flat’.

Sem notícias específicas, a Semapa liderada por Pedro Queiroz Pereira, liderou as perdas. A cotada afundou 3,07%, para 20,5 euros. Logo atrás, os títulos da Sonae perderam 2,27%, para 0,96 euros.

Em contraciclo, os títulos da CTT e Galp Energia animaram os investidores.

Entre as principais praças europeias o cenário é muito diferente. O alemão DAX soma 1,15%, o britânico FTSE 100 ganha 0,72%, o holandês AEX avança 0,55%, o espanhol IBEX 35 cresce 0,43% e o italiano FTSE MIB avança 1,22%.

“As praças europeias encerraram em ambiente de otimismo, impulsionadas por um conjunto de resultados animadores”, salienta o analista de mercados do Mtrader do Millennium bcp, Ramiro Loureiro.

“Destacamos os da Alphabet, levando o índice tecnológico Nasdaq 100 a renovar máximos históricos. Por cá, os investidores aplaudiram os números da Peugeot-Citroen (+14,9%), trazendo as ações para níveis de 2011. Para além do setor automóvel, o de Recursos Naturais também esteve particularmente animado com a maior subida em mais de 12 meses (+4%), acompanhando a recuperação dos preços dos metais. No plano macro, os serviços na Zona Euro e nos EUA mostraram sinais de arrefecimento em julho segundo a Markit”, explica.

No mercado petrolífero, o Brent sobe 1,07%, para os 73,84 dólares, e o WTI avança 1,43%, para 68,86 dólares.

Ler mais

Relacionadas

EDP Renováveis ganha dois novos contratos para a venda de energia nos EUA

“O projeto eólico está localizado no estado de Ohio e espera-se que inicie as operações em 2019”, explicou a eólica lidera por João Manso, em comunicado.
Recomendadas

PSI 20 acompanha Europa em alta. Títulos do Grupo EDP impulsionam praça nacional

O principal índice bolsista português soma 0,46%, para 4.855,54 pontos.

Abrandamento da economia poderá ser entrave para Moody’s igualar as pares na avaliação de Portugal

A Moody’s tem agendada uma avaliação à notação da dívida soberana portuguesa esta sexta-feira. A agência poderá querer alinhar-se com a S&P e a Fitch através de uma subida de um grau para ‘Baa2’, mas as incertezas que estão a esfriar o crescimento da economia global poderão ser motivo para manter o ‘status quo’.

Acalmia cambial trouxe bons resultados em Wall Street

O índice tecnológico S&P, .SPL.RCT, que inclui empresas que têm uma maior exposição ao mercado chinês e estiveram no centro das vendas registadas na segunda-feira, foi aquele que mais valorizou nesta sessão, com um crescimento de 1,61%.
Comentários