Portugal cresce lentamente mas não perde ritmo

O BBVA estima que a economia portuguesa tenha crescido entre 0,2% e 0,3% em cadeia no terceiro trimestre deste ano, depois de ter crescido 0,3% no segundo trimestre face aos três meses anteriores. Num relatório sobre Portugal agora divulgado, o BBVA refere que os dados disponíveis de atividade e confiança “sugerem que a recuperação, ainda […]

O BBVA estima que a economia portuguesa tenha crescido entre 0,2% e 0,3% em cadeia no terceiro trimestre deste ano, depois de ter crescido 0,3% no segundo trimestre face aos três meses anteriores.

Num relatório sobre Portugal agora divulgado, o BBVA refere que os dados disponíveis de atividade e confiança “sugerem que a recuperação, ainda que lenta, prosseguirá a um ritmo estável” no terceiro trimestre, sustentada por “fatores internos, enquanto a contribuição do setor externo poderá diminuir”.

O banco espanhol sublinha que a produção industrial apresenta um crescimento de 1,4% face à média do segundo trimestre, em linha com os indicadores de confiança na indústria, e o forte aumento das vendas de retalho (mais 3,4% face à média do segundo trimestre de 2014) reflete a melhoria da confiança dos consumidores.

Em paralelo, o BBVA antecipa que a evolução positiva da taxa de desemprego e a baixa inflação permita antecipar “um novo crescimento do consumo privado depois da queda observada no segundo trimestre”.

No que concerne à procura externa, os economistas do banco espanhol estimam que as exportações e as importações tenham continuado a sua tendência positiva até agosto.

“No que respeita as exportações, a moderação das encomendas do exterior pressagiam que este comportamento se pode reverter nos próximos meses em virtude do agravamento da conjuntura económica na zona euro, enquanto que a recuperação da procura interna poderá continuar a sustentar o aumento das importações”, refere o BBVA.

Por isso, o modelo de crescimento estimado pelo BBVA aponta para um crescimento entre 0,2% e 0,3% no terceiro trimestre face aos três meses anteriores, mantendo-se a previsão de um crescimento económico de cerca de 1% em 2014, apoiado na procura interna.

“Ao longo do segundo semestre, a recuperação do consumo privado deverá refletir a evolução positiva da taxa de desemprego e os elevados níveis de confiança das famílias”, referem os economistas.

O sector público, acrescenta, contribuirá de forma menos negativa para o crescimento do que em anos anteriores e o investimento “poderá ser encorajado pelos dados positivos de confiança empresarial registados nos últimos meses”.

Adicionalmente, refere, “apesar do aumento das exportações, o dinamismo da procura interna está a ter um impacto direto sobre o aumento das importações, acabando por limitar a contribuição das exportações liquidas”.

 

OJE/Lusa

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