Portugueses beberam mais de 100 milhões de litros de água engarrafada nos últimos dois anos

No acumulado dos últimos dois anos, o mercado das Águas cresceu perto de 25% em valor – o que representa um acréscimo de mais de 37 milhões de euros em faturação.

Nos últimos 2 anos o consumo de água engarrafada cresceu 25%. Isto representa um acréscimo de mais de 37 milhões de euros em faturação e um crescimento no consumo de mais de 100 milhões de litros, equivalente a um aumento de 13%, diz a Nielsen, especialista em pesquisas de mercado, em comunicado.

A água engarrafada ultrapassa a média do crescimento verificado nos bens de grande consumo e quase ao nível de categorias ainda em desenvolvimento no mercado português, diz a Nielsen.

A preocupação com a saúde impulsiona as marcas a apostar nos benefícios dos produtos
São cerca de 86% dos lares em Portugal continental que compraram águas sem gás engarrafada no último ano.

O estudo permite constatar que as águas sem gás e sem Sabor representam 75% da faturação total da categoria e mais de 95% do consumo, sendo este o segmento mais dinâmico.

Inês Gomes, Client Consultant Senior da Nielsen refere no comunicado que “num contexto de mercado onde os consumidores estão cada vez mais preocupados com questões de saúde e bem-estar, as marcas procuram comunicar as características da origem do produto e benefícios associados e assim alcançar a diferenciação de uma categoria com características de commodity, contribuindo também para o dinamismo do segmento”.

“A oferta de água engarrafada mudou nos últimos anos. O desenvolvimento de produtos inovadores com fórmulas alternativas, como é o caso das águas com sabores, levou à criação de maior valor na categoria, decorrente de um preço médio bastante mais elevado”, diz a Nielsen. O preço médio das águas lisas com sabor é cerca de 6x mais alto do que as águas lisas sem sabor (e nas águas com gás o rácio é de cerca do dobro).

Mas estes segmentos alternativos “não descolaram significativamente, mantendo o seu peso relativamente estável nos últimos anos e representando 25% da faturação total da categoria”, refere Inês Gomes.

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