Praça lisboeta em queda com BCP a perder mais de 3%

O PSI20, abriu esta terça-feira em terreno negativo, a cair 0,95% para 5.460,42 pontos.

Benoit Tessier / Reuters
A bolsa nacional abriu a negociar em baixo esta terça-feira. O principal índice da bolsa de Lisboa, PSI20, tomba 0,95% para 5.460,42 pontos, em linha com o sentimento europeu. Na praça nacional, o BCP é destaque ao liderar as perdas com uma devalorização de 3,46%, para 0,2513 euros.

O banco liderado por Nuno Amado é “um dos títulos mais permeável ao sentimento dos investidores globais”, de acordo com o “Diário da Bolsa” do BPI. O mesmo documento diz que a instabilidade política na Europa, sobretudo em Itália, “tem pesado sobre o desempenho dos bancos ibéricos” e o BCP não é exeção.

A situação política em Itália está a condicionar o mercado europeu, após a desistência de Giuseppe Conte, o antigo diretor económico do Fundo Monetário Internacional, Carlo Cottarelli foi convidado pelo presidente da república italiano a formar um governo de gestão até novas eleições legislativas, que deverão realizar-se em setembro.

No arranque da sessão de hoje, a taxa de juro associada à dívida a 10 anos de Portugal disparou 24,2 pontos base, para 2,312%. A instabilidade política tem consequências no setor bancário, o que têm elevado os juros de países como Itália e Portugal, pressionado as bolsas europeias e o euro. O euro perde 0,27% face ao dólar, para 1,1594 dólares.

A desvalorização do euro pode ser um ponto favorável à performance das cotadas Altri e Navigator. “Estas empresas beneficiam da valorização da divisa americana na medida em que as suas receitas são expressas em dólares, pois o preçio da pasta e papel é cotado nesta moeda”, explica o “Diáio da Bolsa” do BPI.

Por ora, contudo, nenhuma cotada do PSI 20 negoceia em terreno positivo. Somente a F. Ramada segue inalterada.

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A Moody’s tem agendada uma avaliação à notação da dívida soberana portuguesa esta sexta-feira. A agência poderá querer alinhar-se com a S&P e a Fitch através de uma subida de um grau para ‘Baa2’, mas as incertezas que estão a esfriar o crescimento da economia global poderão ser motivo para manter o ‘status quo’.

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