Presidente da Altice diz que decisão sobre compra da Media Capital não pode demorar muitos mais meses

A Altice anunciou, a 14 de julho, um acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, dona da estaçãod e televisão TVI, numa operação avaliada em 440 milhões de euros. Após uma análise preliminar a Autoridade da Concorrência (AdC) anunciou, em fevereiro, abertura de uma investigação aprofundada ao negócio.

O presidente-executivo da Altice Portugal afirmou, em entrevista ao jornal “Diário de Notícias” e à rádio “TSF” estar “profundamente convencido” de que o negócio para aquisição da Media Capital vai avançar, mas que a decisão dos reguladores não poderá demorar meses.

A Altice anunciou, a 14 de julho, um acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, dona da estaçãod e televisão TVI, numa operação avaliada em 440 milhões de euros. Após uma análise preliminar a Autoridade da Concorrência (AdC) anunciou, em fevereiro, abertura de uma investigação aprofundada ao negócio.

A AdC justificou a iniciativa, em comunicado, “por considerar que, à luz dos elementos recolhidos até ao momento, existem fortes indícios de que a aquisição do Grupo Media Capital pela Altice poderá resultar em entraves significativos à concorrência efetiva em diversos mercados, tanto ao nível da produção de conteúdos e da concorrência entre canais de televisão e mercados de publicidade, como, também, ao nível dos mercados de telecomunicações e de oferta de televisão por subscrição”.

Na entrevista divulgada esta terça-feira pelo “Diário de Notícias” e pela “TSF”, o presidente da Altice diz que a empresa tem colaborado com a AdC para que o processo seja concluído.

“Temos colaborado com a Autoridade da Concorrência, estamos a responder ponto a ponto a todas as preocupações levantadas, mas mais do que a vontade temos a capacidade. Para nós é extremamente importante este negócio e a nossa convicção decorre do facto de acharmos que é um negócio que faz todo o sentido. Faz sentido porque temos um projeto para esta área em Portugal que, aliás, não é único. É um erro pensar-se que seria um projeto pioneiro, porque na Europa e nos EUA temos assistido a imensos projetos de consolidação entre o mundo das telecomunicações e dos media, muitos deles de sucesso. Temos casos como a da Telefonica em Espanha, da Liberty Global”, disse.

Alexandre Fonseca, afirmou, também, que a Altice tem já o financiamento disponível para concretizar a transacção e apontou que os limites para a concretização do negócio são remédios que inviabilizam os seus fundamentos económicos, “Tem de existir algo que não possa beliscar os princípios económicos e financeiros da transacção”, disse.

Sobre o prazo para finalizar a operação, o presidente-executivo da Altice confirmou que existe “uma data ,que é 13 de abril”, em que “as partes terão de se juntar e terão de decidir sobre a continuidade ou não do interesse mútuo da realização do negócio”. “Essa data é extremamente importante para nós. Poderemos no entanto ter – não depende só do grupo Altice, depende também da Prisa, grupo vendedor – eventualmente a disponibilidade para prolongar por algum tempo, curto, essa data, e não é por aí com certeza que o negócio deixará de se viabilizar”.

Questionado sobre o que é um prazo curto, respondeu: “Curto quer dizer que um negócio que já leva nove meses com certeza não poderá continuar nesta fase de indecisão por mais meses”.

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Após notícias de que o negócio com o grupo Media Capital poderia estar em risco, a empresa francesa desmentiu a ideia, este sábado. Explicou que a data de 13 de abril “não tem implicações definitivas na conclusão do negócio”.
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