Presidente da Altice diz que dois terços das novas antenas de satélite do SIRESP estarão operacionais em julho

O presidente-executivo da Altice Portugal garantiu, em entrevista ao jornal “Diário de Notícias” e à rádio “TSF” que dois terços das novas antenas para comunicação por satélite da rede SIRESP estarão a funcionar em julho, especialmente nas áreas de maior risco de incêndio.

Cristina Bernardo

O presidente-executivo da Altice Portugal garantiu, em entrevista ao jornal “Diário de Notícias” e à rádio “TSF” que dois terços das novas antenas para comunicação por satélite da rede SIRESP estarão a funcionar em julho, especialmente nas áreas de maior risco de incêndio.

O ministro da Administração Interna anunciou, em janeiro, a colocação de 451 antenas satélite na rede SIRESP – Rede de Emergência de Comunicações do Estado, como “reforço de mecanismos de redundância”, nomeadamente para o combate aos incêndios.

Na entrevista divulgada esta quinta-feira, Alexandre Fonseca diz que dois terços do sistema estarão concluídos a tempo da fase Charlie do combate aos incêndios, considerada a mais crítica, que vai de 1 de julho até 30 de setembro.

“Uma parte importante da rede estará implementada até ao início da fase Charlie, mais de 300 antenas aproximadamente das 450, portanto dois terços estarão implementadas até essa data e esses dois terços foram escolhidos de acordo com critérios de perigosidade e de probabilidade de incidência de incêndios e isso foi definidos pela Proteção Civil e por quem faz a gestão da rede, que não é a Altice Portugal”, explicou Alexandre Fonseca.

O gestor avisou, também, que, mesmo com as redundâncias definidas, não há redes à prova de falhas.

“Só um gestor completamente irrefletido é que é capaz de dizer algures na sua vida profissional que uma qualquer rede não vai falhar. Isso não existe. Não existem redes que sejam à prova de falha”, afirmou, numa entrevista aos jornalistas Anselmo Crespo e Rosália Amorim.

O presidente-executivo da Altice afirmou, ainda, que a empresa não se oporá a uma possível entrada do governo no capital do SIRESP.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, defendeu este ano que o Governo deverá passar a ter maioria do capital social da SIRESP, com o intuito de garantir que o Estado terá “uma palavra decisiva na gestão da empresa”, disse, citado pelo jornal online Observador.

Para isso, o Governo precisa de fazer uma proposta de conversão dos créditos que tem na Galilei (que detém 33% do SIRESP) e comprar as posições da Datacomp (9%) e da Esegur (12%).

Na entrevista desta quinta-feira ao “Diário de Notícias” e à “TSF”, Alexandre Fonseca recorda que a Altice tem 30% da sociedade SIRESP SA, “é um acionista de referência, mas não é o maior accionista”.

“Somos acionista minoritário e não temos nada a opor contra nenhuma alteração societária que nos tenha sido apresentada até ao momento. Sobre o racional da entrada do Governo, bem, se eu não me pronuncio sobre os negócios do grupo Altice, muito menos vou pronunciar-me sobre temas políticos, porque não é, de facto, a minha área de competência. Nós não nos vamos opor”, afirmou.

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