Presidente da CIP garante que acordo de concertação acaba se o parlamento o desvirtuar

“Os 600 euros são a meta do governo, mas provavelmente se continuarmos neste desenvolvimento, nesta garantia de manutenção e nas alterações que desejamos produzir ao nível da melhoria dos factores de produção então é possível que esse valor até possa vir a ser melhorado”, afirmou à “Antena 1” e ao “Jornal de Negócios”.

O presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal considera que o último acordo de concertação social assinado é um mal menor e garante que ficará sem efeito se for “muito desvirtuado” na Assembleia da República.

Em entrevista à rádio “Antena 1” e ao “Jornal de Negócios”, António Saraiva refere que o acordo assinado a 18 de junho foi um “aproximar de posições”, face a uma proposta inicial do governo mais contrária ao que pretendiam os patrões.

“Tivemos de incorporar essa necessidade que o governo tinha, pressionado que está pelos partidos que o apoiam em sede parlamentar, a um conjunto de alterações na legislação que não se esgotavam” em dois pontos considerados críticos: o banco de horas e a segmentação do mercado de trabalho, explica António Saraiva.

“O governo aceitou outras e por isso aceitámos este acordo”, diz.

No entanto, avisa que, se o acordo assinado “for muito desvirtuado [na Assembleia da República] e não corresponder ao que foram as nossas expectativas e que nos levaram a um acordo, o acordo deixa de fazer sentido”.

Salário mínimo acima de 600 euros

Na entrevista, o presidente da CIP admite que as confederações patronais poderão avançar com uma proposta de salário mínimo que poderá situar-se acima dos 600 euros para o próximo ano.

“Os 600 euros são a meta do governo, mas provavelmente se continuarmos neste desenvolvimento, nesta garantia de manutenção e nas alterações que desejamos produzir ao nível da melhoria dos factores de produção então é possível que esse valor até possa vir a ser melhorado”, afirmou à “Antena 1” e ao “Jornal de Negócios”.

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Na entrevista à Antena 1/Jornal de Negócios o presidente da CIP lamentou ainda que o Ministério da Economia tenha “poucos instrumentos, para não dizer nenhuns, para estimular a economia”.
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