Príncipe herdeiro da Arábia Saudita quer resolver disputa entre bancos para atrair investimento estrangeiro

Mohammed bin Salman afirma que é necessário evitar qualquer prejuízo para a credibilidade da banca saudita junto dos investidores estrangeiros e é fundamental para garantir a livre concorrência.

Reuters

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, quer que o Governo saudita resolva a disputa com os bancos, que se negam a pagar as pesadas obrigações tributárias que lhes são exigidas. Mohammed bin Salman afirma que é necessário evitar qualquer prejuízo para a credibilidade da banca saudita junto dos investidores estrangeiros e é fundamental para garantir a livre concorrência.

Segundo avança a agência “Bloomberg”, a Autoridade Geral de Zakat e Imposto (GAZT) exigiu nas últimas semanas que os principais bancos sauditas que façam um pagamento adicional de zakat (nome do imposto), que em algumas situações recua a faturas de 2002. Os bancos contestam a decisão tendo em conta que há casos em que o montante exigido ultrapassa metade do lucro líquido anual dos bancos.

Os analistas alertam que os passivos podem vir a prejudicar a liquidez dos bancos, que são os principais financiadores do déficit orçamental do país. Mohammed bin Salman acredita ainda que as imposições da GAZT podem vir a limitar a capacidade dos bancos em emprestar dinheiro ao setor privado, que é um elemento-chave no programa de reformas do Governo saudita.

A Arábia Saudita espera vir a ganhar o status de mercado emergente em 2018 por parte dos índices MSCI (Morgan Stanley Capital International) e da bolsa de Londres, que servem para referência para investidores institucionais e para fundos de investimentos em todo o mundo. As previsões apontam para a possibilidade de o país poder vir a atrair até 45 mil milhões de euros.

Mohammed bin Salman está esta quarta-feira de visita ao Reino Unido, antes de partir para os Estados Unidos. A viagem oficial do príncipe herdeiro tem como propósito captar novos investimentos estrangeiros para o país e dar credibilidade ao país para a sua introdução no mercado dos países emergentes.

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