Mais-valia. Ferramenta essencial. Complemento importante. É consensual a forma como os empregadores vêm os programas de MBA (Master of Business Administration) e de Executive MBA: uma boa garantia para o mercado de trabalho.

Diz Nuno Troni, executive manager da Michael Page: “O MBA é uma ferramenta essencial no currículo de qualquer executivo, facultando competências profissionais fundamentais no desempenho das funções de gestão”. Competências essas derivadas não só dos conhecimentos apreendidos, mas também do networking e troca de experiências.

Nas palavras de Dalila Pinto de Almeida, fundadora da DPA, trata-

-se de “um complemento importante à formação de base de um executivo, sobretudo para aqueles cuja área de formação é mais técnica, como, por exemplo, os engenheiros”.

O MBA, segundo esta especialista de Recursos Humanos, permite a um executivo alinhar três pilares fundamentais na gestão: estratégia, processos e pessoas.

A mananging diretor da Hays, Paula Baptista, vinca a importância não só da aprendizagem e das competências de gestão que potencia, mas também o networking que é gerado durante e após a formação. Salvaguarda, no entanto, o facto de um MBA não ser, “nem nunca será”, uma garantia absoluta de empregabilidade. “O que podemos afirmar com segurança – salienta –   é que um profissional com este tipo de formação terá maior visibilidade no mercado de trabalho e maior hipótese de despertar o interesse de empresas multinacionais com uma estrutura moderna e dinâmica. Na dúvida entre dois profissionais de gestão, o empregador optará quase sempre pelo que possui este tipo de formação”.

Dalila Pinto Almeida chama ainda a atenção para a escolha da universidade. “O investimento é considerável, quer financeiro quer de tempo; por isso, é preciso ser-se muito seletivo, pois a oferta hoje tende a banalizar-se”.