Programa solidário do medicamento gera retorno social de 6,9 milhões de euros

Ao analisar a vida dos beneficiários antes e depois de terem o “cartão abem”, verificou-se que o Programa está a criar mudanças positivas., sendo a mais valorizada o aumento da qualidade de vida.

A ajuda do “Programa abem: Rede Solidária do Medicamento”, em dois anos, chegou a mais de 5 mil beneficiários de famílias carenciadas, gerando um retorno social de 6,9 milhões de euros. Esta é a principal conclusão do relatório de avaliação do impacto do projeto, divulgado hoje, dia 13 de julho, pela responsável pelo projeto, a Associação Dignitude.

Ao abrigo do programa, que teve início em 25 de maio de 2016, foram dispensados, até 30 de junho deste ano, perto de 88 mil medicamentos prescritos a mais de 2500 famílias de 80 concelhos portugueses. O investimento necessário para implementar o programa ultrapassou os 892 mil euros.

A avaliação de impacto formal do projeto seguiu a metodologia SROI – Social Return on Investment – que identificou as mudanças ocorridas em cada stakeholder do programa (beneficiários diretos, agregado familiar, promotores, parceiros, farmácias, associados, staff, doadores, voluntários, centros de saúde e fornecedores) para mostrar e valorizar os impactos junto de todos os elementos da rede. O estudo foi realizado pela Call to Action, consultora certificada pela Social Value International.

Após o estudo de todos os indicadores, “chegou-se ao resultado de um SROI de 1:7,8. Ou seja, por cada 1 euro investido no Programa abem:, são gerados 7,8 euros de valor social. “Os dados provam o drama social que o problema do acesso ao medicamento está a ter e revelam como o abem: devolve às pessoas a dignidade que perderam”, esclarece Maria de Belém, coordenadora geral da Dignitude.

Ao analisar a vida dos beneficiários antes e depois de terem o “cartão abem”, verificou-se que o Programa está a criar mudanças positivas., sendo a mais valorizada o aumento da qualidade de vida. Outras mudanças a longo prazo junto da população incluem, no caso das crianças, o aumento da estabilidade emocional e o reforço da coesão familiar; nos adultos, a redução do absentismo, o aumento da autoestima e da estabilidade financeira; e nos idosos, a redução das dívidas e o bem-estar psicológico.

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