PSD acusa executivo camarário do Funchal de estar preso nas suas contradições relativamente ao PAMUS

Os sociais democratas dizem que o executivo camarário “está condicionado pelos próprios planos que apresenta e aprova” e volta a reforçar que o PAMUS “interdita veículos, anteriores a 2001, de circularem no centro da cidade”.

O PSD afirma que o executivo camarário está “preso nas suas contradições” e volta a referir que o Plano de Accção de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS) interdita veículos anteriores a 2001 de circularem no centro da cidade. Os sociais democratas acrescentam que a autarquia “abafa os seus erros” e “aponta o dedo a outros para desviar atenção”.

A concelhia do PSD Funchal refere que o município “está condicionado pelos próprios planos que apresenta e aprova” realçando que a proibição está “taxativamente escrita” no PAMUS.

“Estudo e implementação de ZER [Zona de Emissão Reduzida] na zona delimitada pela Cota 40, impedindo a entrada e circulação de veículos anteriores a 2001 (pré Euro3)”, é esta a alínea citada pelo PSD que no seu entender faz com que “nenhum carro com matrícula anterior a 2001 poderá circular abaixo da cota 40, o que inclui o próprio centro da Cidade”.

Os sociais democratas referem que a autarquia “tenta agora abafar” e apontar o dedo aos outros para “desviar as atenções”. O PSD diz que é o executivo municipal que “vai impedir a entrada dos carros anteriores a 2001 no centro da cidade” acusando a autarquia de “negar aquilo que ela própria escreve ou define para o seu plano de mobilidade”.

“Este Plano não é do PSD. Este plano é da Coligação Confiança e do seu atual executivo. Lamentamos que a CMF continue a tratar os assuntos que são fundamentais para a cidade de uma forma leviana e irresponsável”, acrescentam.

De referir que a autarquia nesta quarta-feira já tinha dito que não ia existir qualquer tipo de condicionamento no acesso de veículos ao centro da cidade e acusava o PSD de “enveredar pelo caminho da desinformação e do espetáculo mediático” e de “tentar induzir a população em erro”.

O município dizia ainda que a circulação de veículos seria feita com toda a normalidade.

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