PSD Lisboa acusa Medina de gerir de forma pouco clara e irresponsável processo Carris

Para os sociais democratas, “a assunção da Carris pela Câmara permitindo a sua separação do Metropolitano é uma irresponsabilidade”.

Na sequência da promulgação por parte do Presidente da República do decreto-lei que transfere a gestão da Carris para a Câmara Municipal de Lisboa, o PSD Lisboa, através de um comunicado, acusa Fernando Medina de gerir de forma pouco clara e irresponsável o processo, sem medir as consequências que isso traz para os lisboetas.

O Vereador António Prôa exige a imediata apresentação aos órgãos do município do Plano Estratégico, do Plano de Gestão e respetivo documento de gestão financeira para uma discussão com tempo e com acesso a toda a informação para ser um processo transparente.

Segundo o Vereador António Prôa, «O Senhor presidente da Câmara tem-se precipitado com um conjunto de promessas relativamente à gestão da Carris sem divulgar as consequências financeiras de tais compromissos. Mais, as promessas não são calendarizadas, assumindo uma configuração de mera propaganda, atirando tudo apenas “para o futuro”. Este exercício tem o propósito de servir a sua campanha eleitoral, criando expectativas e atirando as consequências de tais promessas para “alguém que irá pagar”. O problema é que no caso, esse “alguém” são os lisboetas que terão de suportar estes custos!».

O Vereador António Prôa considera, lamentável que os órgãos do município não se tenham pronunciado sobre o plano de gestão, nem sobre o plano estratégico ou as condições financeiras da mesma.

Para António Prôa, «o Presidente da Câmara de Lisboa tem tratado o assunto com ligeireza, precipitação e usado para fazer propaganda, ao fazer promessas que depois não consegue cumprir como é o caso dos novos preços dos passes, que supostamente entrariam em vigor no dia 1 de janeiro, a promessa de novas carreiras, novos serviços, novos autocarros…».

O PSD Lisboa, considera também que “a assunção da Carris pela Câmara permitindo a sua separação do Metropolitano é uma irresponsabilidade, e significa um retrocesso num caminho de articulação fundamental que há tanto era desejado. O presidente da câmara não devia ter aceitado assumir os encargos da gestão da Carris sem garantir uma palavra determinante na definição do futuro do Metropolitano de Lisboa”.

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