PSI 20 continua em alta suportado pela Jerónimo Martins e papeleiras

“O PSI 20 está a negociar com tendência claramente positiva, sendo um dos índices europeus que mais sobe na Europa”, indica Steven Santos, gestor do BiG. “Todas as cotadas negoceiam em alta, à exceção da Ibersol e da F. Ramada”.

Simon Dawson/Reuters

A bolsa portuguesa está esta terça-feira, dia 27 de março, a negociar com ganhos, a meio da sessão, acompanhando a tendência positiva das praças europeias. O principal índice português, PSI 20, ganha 1,50%, para 5.399,65 pontos, impulsionado pelas subidas da Jerónimo Martins e das papeleiras.

“O PSI 20 está a negociar com tendência claramente positiva, sendo um dos índices europeus que mais sobe na Europa”, indica Steven Santos, gestor do BiG. “Todas as cotadas negoceiam em alta, à exceção da Ibersol e da F. Ramada, mas tendo em conta que são duas cotadas com pouca profundidade, podem facilmente inverter para tendência positiva”, nota.

A liderar as subidas está a Jerónimo Martins, que avança 3,06% para 14,665 euros. Steven Santos nota que “apesar de se tratar de uma subida assinalável, é uma recuperação ligeira se tivermos em conta a queda expressiva que a cotada registou nas últimas sessões”. A retalhista está a ser beneficiada pela revisão em alta da avaliação dos seus títulos pelo banco de investimento francês BNP Paribas, que melhorou 2% para 18,30 euros. A recomendação do BNP Paribas é de outperform.

Esta segunda-feira, foi também avançado que a Jerónimo Martins pode estar a estudar a aquisição da Piot i Pawel (uma das suas concorrentes na Polónia), através da Biedronka, o principal ativo da empresa no país. A informação ainda não foi confirmada oficialmente pela empresa liderada por Pedro Soares dos Santos.

O gestor do BiG nota que, em termos gerais, esta terça-feira é “um bom dia para o setor do retalho”. O conglomerado retalhista francês Casino Guichard-Perrachon anunciou esta segunda-feira uma parceria com a Amazon, para vender produtos a clientes da Amazon Prime Now. A reagir a esta notícia, a empresa disparou 8,5% na Bolsa de Paris na abertura de sessão desta terça-feira. Em Portugal, a Sonae, que lidera o mercado retalhista, soma 1,71% para 1,132 euros.

As empresas de pasta e papel estão também a subir, beneficiadas pela subida do preço da matéria-prima. A Navigator soma 2,42% para 4,834 euros, a Altri ganha 2,26% para 5,440 euros e a Semapa valoriza 1,62% para 18,820 euros. “Os títulos destas empresas mantém uma linha de ganhos, que se tem vindo a mostrar bastante forte”, nota Steven Santos.

No setor da energia, a EDP soma 0,68% para 2,971 euros, a EDP Renováveis avança 0,79% para 7,680 euros, a Galp Energia valoriza 2,39% para 15,415 euros e a REN sobe 0,49% para 2,462 euros. O BCP está também em alta, ao apreciar 1,615 para 0,278 euros. O gestor do BiG indica que “esta é uma recuperação bastante comedida tendo em conta as quedas das últimas sessões”.

Em terreno positivo, estão também a NOS (0,97%), os CTT (0,38%), a Corticeira Amorim (0,38%), a Mota-Engil (0,71%), a Pharol (0,43%) e a Sonae Capital (0,65%).

A negociar com perdas estão também a F. Ramada (-0,76%) e a Ibersol (-1,71%).

As restantes praças europeias negoceiam em alta. O índice alemão DAX soma 1,66%, o britânico FTSE 100 valoriza 1,91%, o francês CAC 40 avança 1,33%, o espanhol IBEX 35 aprecia 1,09%, o holandês AEX sobe 1,62% e o italiano FTSE MIB ganha 1,32%.

“Na Europa, há sinais de alguma estabilização, prevendo-se que a possível escalada na guerra comercial não vai continuar. O S&P 500 superou na sessão de segunda-feira a média móvel de longo prazo e os futuros do índice apontam para uma abertura em alta”, explica Steven Santo, notando que “este cenário está a incentivar a uma tomada de maior riscos por parte dos investidores”.

No mercado petrolífero, o Brent avança 0,36% para os 69,77 dólares por barril e o crude WTI valoriza 0,38% para os 65,80 dólares. “O Brent está a registar uma boa recuperação, encontrando alguma resistência em torno dos 66,50 dólares por barril”, nota Steven Santos.

No mercado cambial, o gestor do BiG nota que, “após alguma força, o euro conseguiu consolidar ganhos, estando agora a fazer uma correção em baixa”. O euro desvaloriza 0,43%, para 1,239 dólares e a libra cai 0,96%, para 1,409 dólares.

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