PSI 20 encerra em terreno negativo pressionado pelos CTT e retalho

O principal índice português, PSI 20, terminou a primeira sessão da semana, a recuar 0,73%, para 5.488,34 pontos. Os CTT lideram as perdas, com uma queda de quase 4%.

Daniel Munoz/Reuters

A bolsa portuguesa terminou sessão esta segunda-feira, dia 2 de julho, a negociar em baixa, partilhando a tendência negativa das praças europeias. O principal índice português, PSI 20, recuou 0,73%, para 5.488,34 pontos, pressionado pelas desvalorizações dos CTT e do setor do retalho.

A liderar as perdas estiveram os CTT, que caíram 3,86% para 2,890 euros. A pressionar a cotada esteve a revisão em baixa da Jefferies. A casa de investimentos norte-americana cortou o preço-alvo dos CTT dos 3,35 para os 3 euros, mantendo a recomendação de hold. Os analistas tem projetado um preço-alvo de 3,82 euros para as ações dos CTT, afirma Ramiro Loureiro, analista do Mtrader, do Millennium BCP.

Nas retalhistas, a Jerónimo Martins perdeu 2,71% para 12,035 euros e a Sonae caiu 2,43% para 1,005 euros. No setor da energia, a EDP perdeu 0,29% para 3,410 euros, a EDP Renováveis caiu 0,17% para 8,915 euros e a Galp Energia desvalorizou 0,77% para 16,210 euros.

Em terreno negativo esteve também o BCP, que encerrou sessão a perder 1,24% para 0,254 euros. A acompanhar a tendência estiveram ainda a Corticeira Amorim (-0,18%), a NOS (-0,09%), a Pharol (-0,21%), a Navigator (-0,88%), a Altri (-0,92%), a F. Ramada (-2,31%) e a Ibersol (-0,42%).

Em contraciclo encerraram a REN (1,42%), a Sonae Capital (0,77%) e a Mota-Engil (0,87%).

Nas restantes bolsas europeias, o sentimento é também negativo. O índice alemão DAX cai 0,55%, o francês CAC 40 desvaloriza 0,88%, o italiano FTSE MIB recua 0,91%, o espanhol IBEX 35 perde 0,70%, o holandês AEX deprecia 0,94% e o britânico FTSE 100 recua 1,18%.

A marcar esta sessão estão os indicadores de atividade industrial na zona euro, que mostraram um arrefecimento no ritmo de crescimento. Os dados finais da Markit apontam para uma desaceleração do ritmo de expansão da atividade industrial, cujo valor de leitura passa dos 55,5 para os 54,9, ligeiramente abaixo dos 55 previstos inicialmente. O número é o mais baixo dos últimos 18 meses.

Os dados do Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia (UE), mostram que a taxa de desemprego na zona euro se manteve nos 8,4% em maio. O valor de abril foi também revisto dos 8,5% para os 8,4%.

O clima de instabilidade política na Alemanha contribuiu também para uma tendência menos positiva nos mercados acionistas europeus. O ministro do Interior alemã, Horst Seehofer, ameaça sair deixar o cargo, em divergência com a política externa da chanceler Angela Merkel. Segundo fontes próximas do Executivo alemão, o acordo fechado pela UE, na semana passada, não agradou à CSU.

Ainda assim, Markus Soder, responsável do Governo da Baviera, disse que a CSU está pronta para dar suporte ao Governo e que garantir uma liderança estável para o país.

No setor petrolífero, o barril do Brent, que serve de referência para toda a Europa, perde 1,69% para 77,89 dólares, enquanto o crude WTI recua 0,65%, para 73,67 dólares por barril.

No mercado cambial, o euro deprecia 0,73%, para 1,159 dólares, e a libra recua 0,67%, para 1,312 euros.

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