PSI 20 fecha com perdas acentuadas pressionado por BCP, Pharol e Sonae

PSI 20 afundou 1,05%, para 5.373,16 pontos. As cotadas BCP, Pharol e Sonae caíram mais de 1%.

Benoit Tessier / Reuters

A bolsa portuguesa fechou a sessão no vermelho. O principal índice bolsista nacional, o PSI 20, afundou 1,05%, para 5.373,16 pontos, em linha com as principais praças europeias. As cotadas BCP, EDP, Galp, Sonae e CTT cairam mais de 1%.

A Pharol (-4,62%, para 0,2270 euros); Sonae (-3,77%, para 1,1240 euros); Galp (-1,70%, para 15,3250 euros); CTT (-1,69%, para3,1500 euros); F. Ramada (-1,52%, para13,0000 euros) e o BCP (-1,11%, para 0,2767 euros) lideraram as perdas da sessão.

“A queda do mercado nacional teve origem na deterioração da envolvente externa e o seu impacto foi quase transversal a todos os membros do PSI20”, de acordo com a nota de análise à bolsa do BPI.

Em contraciclo, estiveram apenas a EDP Renováveis (0,26%, para 7,6800 euros), a Ibersol (0,44%, para 11,4500 euros) e a Corticeira Amorim (0,99%, para 10,1600 euros).

Segundo a análise do BPI, “a overperformance da bolsa portuguesa é explica pelo bom desempenho relativo de alguns títulos mais defensivos como a EDP Renováveis, a REN e a EDP”.

O desempenho da EDP Renováveis desta quinta-feira poderá ter sido influenciado pelo anúncio de quarta-feira, após o fecho do PSI 20, que a empresa detida Energias do Brasil S.A. (“EDPB”) concluiu a aquisição 14.46% do capital da CELESC (Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A).

Nas principais praças europeias, a sessão fechou em queda. O alemão DAX afundou 1,70%, o francês CAC 40 perdeu 1,28%, o espanhol IBEX 35 tombou 1,49%, o holandês AEX desvalorizou 1,51%, o britânico FTSE 100 caiu 1,16% e o italiano FTSE MIB desapreciou 1,85%.

“Os mercados europeus terminaram a sessão com perdas expressivas”, segundo a análise do BPI. O que poderá ser explicado pela “reunião de ontem da FED, onde sobressaiu que a maioria dos seus membros não espera mais do que 3 aumentos das taxas de juro em 2018, enquadrando-se sensivelmente nas expetativas dos investidores. Todavia, para 2019, os mesmos membros do Banco Central acreditam agora que serão necessários três incrementos das taxas diretoras. Anteriormente, esse número hipotético de subidas era de apenas dois”.

Entretanto, o mercado aguarda com “alguma ansiedade” o anúncio de novas medidas protecionistas por parte dos EUA.

No mercado petrolífero, o Brent perde 0,73% para os 68,96 dólares por barril e o crude WTI desce 0,15%, para os 64,42 dólares.

No mercado cambial, o euro desce 0,33% para 1,2297 dólares.

O cenário no mercado cambial poderá ser explicado pelo “nervosismo” com que os mercados reagiram ao aumento das taxas dos juros das obrigações de tesouro a 10 anos, para 2,90%, segundo Miguel Gomes da Silva, diretor da Sala de Mercados da Caixa Económica Montepio Geral.

“Este movimento de subida dos juros da dívida pública americana poderá levar os investidores estrangeiros a vender os títulos em carteira, vendendo em seguida os dólares em mercado, colocando uma pressão no sentido da depreciação da moeda norte-americana”, comentou junto do Jornal Económico.

[Informação atualizada pelas 17h20]

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