Puigdemont vai regressar à Bélgica para fazer campanha pela independência catalã

O anúncio surge uma semana depois de o Supremo Tribunal espanhol ter retirado o mandado de detenção europeu para Carles Puigdemont, por crimes de rebelião, desobediência e prevaricação.

O antigo presidente da Generalitat (Parlamento regional) da Catalunha Carles Puigdemont anunciou esta quarta-feira que planeia regressar à Bélgica e continuar a fazer campanha pela independência catalã. O anúncio surge uma semana depois de o Supremo Tribunal espanhol ter retirado o mandado de detenção europeu para Carles Puigdemont, por crimes de rebelião, desobediência e prevaricação.

“Agora todos sabem que isto não é mais um caso interno em Espanha”, afirmou o antigo líder catalão, numa conferência de imprensa, em Berlim. Em conversa com os jornalistas, Carles Puigdemont reiterou a intenção de voltar a fazer campanha pela independência da Catalunha a partir de Bruxelas, o “coração da Europa”, para onde se deve mudar já no próximo sábado, com a família.

Carles Puigdemont estava em Berlim à espera de uma ordem de extradição, depois de ter sido detido pelas autoridades alemãs em março na região de Schleswig-Holstein, no norte da Alemanha, quando retornava à Bélgica após uma viagem à Finlândia.

Na última semana, um tribunal alemão decidiu que o ex-dirigente catalão poderia ser extraditado para a Espanha para enfrentar uma acusação separada por uso indevido de fundos públicos, mas não pela acusação de rebelião. Ao abrigo da lei europeia, isso significa que a justiça espanhola seria impedida de julgá-lo por crimes maiores e com penas mais pesadas.

O tribunal espanhol rejeitou a proposta, levantando o mandado de detenção. Ainda assim, Carles Puigdemont e os outros cinco ex-líderes catalães em exílio auto-imposto enfrentam acusações em território espanhol e podem vir a ser detidos caso regressem a Espanha.

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