Queda das ordens sobre títulos de dívida em fevereiro supera descida das ordens sobre ações

O valor mensal decresceu em todos os segmentos. Nas ordens relativas a instrumentos financeiros de dívida pública e de dívida privada caiu, respetivamente, 42% para 2.494,6 milhões de euros, e 44% para 764,7 milhões. Nas ordens relativas a ações, o valor recuou 17% para 1.454,7 milhões de euros.

Em fevereiro de 2018, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 5.270,0 milhões de euros, menos 34,2% do que em janeiro. Já no acumulado do ano, desde o início do ano, este indicador caiu 31,2% face a igual período do ano passado.

O valor mensal decresceu em todos os segmentos. Nas ordens relativas a instrumentos financeiros de dívida pública e de dívida privada caiu, respetivamente, 42% para 2.494,6 milhões de euros, e 44% para 764,7 milhões. Nas ordens relativas a ações, o valor recuou 17% para 1.454,7 milhões de euros.

O BCP teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (12,6%), seguindo-se o Banco BPI (11,6%) e a Haitong Bank (10,0%).

No mercado de dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao Banco LJ Carregosa (37,3%), seguindo-se o Novo Banco (21,2%) e a Fincor (10,5%).

Em janeiro o valor das ordens de residentes registou uma descida mensal de 32,5%, enquanto o das ordens de não residentes caiu 36,5%.

Quanto ao mercado de execução, 35,3% foram executadas fora de mercado, 16,4% nos mercados internacionais, 22,2% nos mercados regulamentados nacionais e 26,2% foram internalizadas.

Os Estados Unidos, Espanha e França foram os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal, enquanto Reino Unido, França e Alemanha foram o principal destino das ordens sobre títulos de dívida.

O valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados cresceu 3,3% face ao mês anterior, para 8.055,3 milhões de euros, enquanto o número de contratos negociados caiu 16,5%, avança a CMVM.

Os CFDs foram o instrumento financeiro mais negociado no mercado de derivados (74,0% do total), tendo as transações recuado 1,3% em relação a janeiro. Já as transações sobre futuros aumentaram 55,1%.

Recorde-se que Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA), de que a CMVM é membro, decidiu recentemente,  proibiu a comercialização de opções binárias e restringiu os CFD (Contratos por diferenciais) a investidores de retalho . Esta restrição consiste em limites de alavancagem na abertura de posições; uma regra de encerramento da margem por conta; uma proteção contra o saldo. As medidas, com aplicação em Portugal, serão em breve publicadas no Jornal Oficial (JO) da União Europeia (UE) e começarão a ser aplicadas um mês depois, para as opções binárias, e dois meses depois, para os CFD, após a sua publicação no JO.

 

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