Receitas dos três grandes sobem 1,6%, com a UEFA a pagar um terço

SL Benfica, FC Porto e Sporting CP tiveram receitas operacionais de 180,7 milhões de euros, cerca de um terço dos quais provenientes das participações em competições europeias, apesar de o peso do dinheiro da UEFA ter descido.

As receitas operacionais dos três maiores clubes de futebol portugueses aumentaram 1,61%, no segundo semestre do ano passado, face a igual período de 2016, para 180,7 milhões de euros, cerca de um terço dos quais provenientes das participações em competições europeias.

No entanto, de acordo com as contas apresentadas por SL Benfica, FC Porto e Sporting CP, divulgadas através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as receitas pelas participações em competições europeias caíram 6,8%, para 56,8 milhões de euros.

Esta evolução foi provocada mais pelo SL Benfica, que viu os pagamentos da UEFA caírem 31%, para 14,9 milhões de euros, devido à péssima campanha na actual edição da Liga dos Campeões, onde não conquistou qualquer ponto, perdendo todos os jogos.

As receitas do FC Porto desceram 7,8%, para 22,48 milhões de euros, enquanto as do Sporting CP aumentaram 30%, para 19,4 milhões de euros, mas não foram suficientes para compensar a quebra das “águias”, no conjunto das receitas provenientes das competições europeias.

Aliás, a dececionante campanha europeia do Benfica foi a principal responsável por as receitas operacionais do clube terem caído 6,9%, para 64,6 milhões de euros, ao contrário das dos seus rivais diretos no campeonato, que viram as suas aumentarem. As receitas operacionais do Porto cresceram 5,3%, para 61,8 milhões de euros, enquanto as do Sporting deram um salto de 9,3%, para 53,6 milhões de euros.

O peso das receitas vindas da UEFA no conjunto das receitas operacionais caiu 2,8 pontos percentuais, para 31,5%.

 

Benfica e Sporting lucram, Porto reduz prejuízo

Apesar da quebra nas receitas operacionais, o SL Benfica apresentou resultados líquidos de 19,1 milhões de euros no primeiro semestre da época 2017/18 – correspondente ao segundo semestre de 2017 –, mais de sete vezes superiores aos do segundo semestre de 2016.

As “águias” explicam que a quebra das receitas da UEFA, decorrente da má prestação desportiva do SL Benfica na Liga dos Campeões, foi compensada com as vendas de passes de jogadores, nomeadamente de Nelson Semedo, transferido para o Barcelona, e de Mitroglou, para o Marselha.

Já o lucro do Sporting CP caiu 78,3%, para 10,1 milhões de euros. Os resultados líquidos positivos dos “leões” foram suportados pela participação na fase de grupos da Liga dos Campeões, após passagem da eliminatória de play-off e pela venda de direitos desportivos, nomeadamente de Adrien Silva.

O FC Porto reduziu o prejuízo, no período em análise, em 19,2%, para 23,9 milhões de euros.

Se olharmos para os resultados líquidos dos “três grandes”, em conjunto, registamos uma quebra de 72,9%, para 5,3 milhões de euros, refletindo o prejuízo dos “dragões” e a quebra dos resultados do Sporting, que o aumento do lucro do Benfica não consegue compensar.

 

Dívida caiu, mas está acima de 1.100 milhões

Já a dívida consolidada dos três maiores clubes de futebol portugueses caiu 7,4% no segundo semestre do ano passado, face a igual período de 2016, mas mantém-se acima dos 1.000 milhões de euros, totalizando 1,13 mil milhões de euros.

O SL Benfica continua a ser o clube com uma maior dívida consolidada, mas foi também o que registou a maior redução, no período em análise. A dívida dos encarnados caiu 12,1%, para 385,4 milhões de euros, o que traduz, em valor, uma quebra de 52,9 milhões de euros.

O Sporting CP é, dos chamados “três grandes” aquele que apresenta a dívida mais baixa. E registou uma redução de 7,7% da dívida, para 286,9 milhões de euros, o que em valor representa menos 23,9 milhões de euros.

A menor descida foi divulgada pelo FC Porto, que totaliza 380,2 milhões de euros, o que traduz uma diminuição de 1,9%, ou 7,4 milhões de euros.

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