Reformas estruturais em Marrocos evidenciam potencial de crescimento e investimento, prevê CyC

Marrocos está a realizar um conjunto de reformas estruturais no sentido de desenvolver setores orientados para a exportação e um quadro fiscal favorável à atração de investimentos.

O “elevado potencial de crescimento de Marrocos a médio prazo”,  um dos principais parceiros comerciais de Portugal na região do Médio Oriente e Norte de África, está no centro da análise que sustenta o mais recente “Country Report” da Crédito y Caución (CyC), especialista em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal.

O país magrebino, destaca o relatório, está a realizar importantes reformas estruturais para diversificar a sua economia, através do desenvolvimento da indústria transformadora em setores orientados para a exportação, como os setores automóvel, aeronáutico e eletrónico, e da criação de um ambiente de isenções fiscais favorável à atração de investimentos estrangeiros.

O relatório prevê uma diminuição ligeira do crescimento económico em 2018, uma vez que as condições climáticas menos favoráveis vão afetar a produção agrícola. “No entanto, isso não irá impedir a expansão económica que se irá manter mediante o forte desempenho dos setores automóvel, aeronáutico, químico, eletrónico e turismo”, lê-se no documento.

Se por um lado os subsídios e os investimentos em infraestruturas mantêm os gastos públicos elevados, por outro, as estimativas vão no sentido de uma diminuição do défice fiscal (abaixo dos 4% do PIB em 2018) e que a dívida pública estabilize em torno dos 75% do PIB nos próximos anos, uma taxa elevada em comparação com outros mercados emergentes, embora Marrocos mantenha um bom acesso ao mercado internacional de capitais.

As fragilidades

Por outro lado, atentam os analistas, e apesar dos baixos custos laborais e a desvalorização da moeda terem melhorado a competitividade internacional de Marrocos que, desde 2000, aumentou o PIB em 70% per capita em termos reais, existem “algumas fraquezas importantes”, nomeadamente, o facto de o país continuar dependente, em grande medida, da agricultura, que emprega 40% da sua força de trabalho, e a volatilidade da produção agrícola tem um grande impacto no consumo privado e na economia. O turismo, as exportações de veículos e as remessas, que geram a maior parte das divisas, dependem em grande medida do ciclo económico na Europa.

Com Marrocos a ser também vulnerável ao aumento dos preços do petróleo, o baixo nível de escolaridade, as deficiências de infraestruturas, a corrupção e as ineficiências no mercado de trabalho ainda são obstáculos ao desenvolvimento do país, face à concorrência asiática que limita as margens do setor transformador.

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