No caso das viaturas, o aluguer operacional ao abrigo de contratos com a duração de três a quatro anos proporciona o acesso a uma solução de controlo e previsibilidade de custos muito valorizada pelas pequenas e médias empresas. “Desde a possibilidade de financiamento a 100%, sem entrada inicial, à transferência para terceiros dos riscos inerentes à gestão dos carros de empresa, são vários os fatores que têm motivado as PME nacionais a optar por esta modalidade”, confirma Pedro Pessoa, diretor comercial da Leaseplan. “Se por um lado o renting não implica um investimento inicial, por outro também permite a racionalização dos recursos humanos alocados à gestão dos carros e a um maior controlo sobre os custos dos automóveis, fatores essenciais para as pequenas e média empresas numa altura de contenção como a que vivemos”, salienta ainda o responsável da Leaseplan.

Só no primeiro semestre deste ano, mais de 11 mil viaturas foram adquiridas com recurso a contratos de renting, o que representa um crescimento de 31,6% face ao período homólogo do ano anterior, revela a Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF). “Se isolarmos as viaturas comerciais, estas crescem 48,3%, o que certamente ilustra a retoma de atividade de muitas empresas clientes”, sustenta António Oliveira Martins, vice-presidente da ALF, em declarações ao OJE.

“Estes resultados e as perspetivas para 2014 demonstram um crescente conhecimento e confiança que os consumidores e as empresas depositam neste produto e reforçam a ideia de que o renting consegue aportar um aumento de eficiência e operacionalidade na gestão de frotas”, refere Oliveira Martins. “São ainda fruto de algum sentimento que a situação económica já não pode piorar e da necessidade de renovar frotas, sem as quais muitas empresas não conseguem operar”, conclui o vice-presidente da ALF.

Mediante o pagamento de uma mensalidade, as empresas que recorrem ao renting de viaturas apetrecham a sua frota profissional com veículos novos, renovados no final de cada contrato, e beneficiam ainda de um conjunto de serviços negociado previamente e onde se podem incluir a manutenção do veículo, a gestão de seguros e eventuais sinistros, o abastecimento com combustível, a substituição de pneus, entre outros. Além de reduzir os sues custos operacionais, que passam a ser mais facilmente previsíveis e monitorizáveis, as empresas mantêm o valor residual do veículo na esfera da gestora de frotas, implicando um menor amortização de veículos e reduzindo a tributação autónoma a suportar. Já os recursos humanos e técnicos passam a estar concentrados na atividade da empresa, deixando a gestão das frotas a cargo de profissionais especializados de empresas terceiras. Lembra Nuno Jacinto que “uma gestão eficaz e eficiente deve procurar

racionalizar custos, selecionando a melhor viatura em função das necessidades, garantindo a redução dos tempos de imobilização e protegendo-se contra o risco”. E é neste contexto, acrescenta o responsável da ALD Automotive, que “o Renting continua a mostrar-se como a melhor opção, já que permite um controlo tecnicamente exigente, com serviços a preços negociados, geridos por plataformas especializadas e de forma centralizada, garantindo o custo mais baixo com a máxima mobilidade.

 

Imprimir sem mais preocupações

É na área das tecnologias de informação (TI) que se multiplicam também as ofertas de serviços de aluguer operacional. Muitas empresas deixaram já de comprar impressoras, que ao fim de alguns anos se revelam desatualizadas, e canalizam os seus recursos para sistemas de aluguer operacional, em que o fornecimento de uma impressora é acompanhado por serviços de manutenção, de assistência técnica e até do fornecimento regular de consumíveis, se tal cláusula for incluída no contrato.

À semelhança do que acontece com as viaturas, os custos com este tipo de equipamentos passam a estar controlados, já que as empresas conseguem determinar, desde logo, o valor que terão de despender com o pagamento das mensalidades, sabendo também, de antemão, que nenhuma outra despesa relacionada com o equipamento lhe irá surgir inesperadamente ao longo da vigência do contrato. “A gestão automática de impressão e a disponibilidade fácil do seu acesso facilita o trabalho das empresas, otimiza os processos e ajuda à redução dos custos operacionais, melhorando também a produtividade. O conceito é imprimir menos…  por menos”, adianta Vilma Menicha, renting manager na Xerox Portugal.

“As empresas procuram reinventar-se e reinventar o seu negócio. E é por isso que procuram soluções globais de gestão de impressão (‘managed print services’), para tornarem a gestão da sua infraestrutura mais simples e reduzirem custos de funcionamento, assim como para incorporarem soluções que permitem às empresas e aos seus colaboradores serem mais produtivos partir de qualquer local, com total acessibilidade e segurança”, descreve a responsável da Xerox, para quem “é incontornável que os responsáveis de TI devem ter em conta as tendências da crescente necessidade de acessibilidade de dados e aplicações e prepararem as infraestruturas para esses desafios”.

Não necessitar de capital imediato para investir na aquisição do equipamento, dispor de uma atualização regular dos dispositivos e beneficiar de maior controlo dos custos são as virtudes do renting de equipamentos destacadas ao OJE por Nuno Soares, Finance & administration senior manager da Konica Minolta. Joana Vilhena, responsável de Marketing na mesma empresa, lembra ainda que “quando habitualmente as empresas adquirem equipamentos de impressão, procuram investir em soluções que lhes garantam uma elevada adaptabilidade e escalabilidade, minimizando o risco do investimento e aumentando a capacidade de resposta a eventuais alterações conjunturais, evitando assim o risco de serem proprietários de soluções que, passado algum tempo, se tornam obsoletas e com elevados custos de exploração”.

E há que contar ainda com o facto de se lidar, a todo o momento, com profissionais especializados, capazes de recomendar a adoção de novas soluções que se ajustem a novas realidades num contexto empresarial de grande volatilidade. Porque o renting tem também a virtude de permitir a ampliação ou redução dos bens alugados, de acordo com a evolução da própria empresa. Uma flexibilidade que joga a favor da eficiência e da otimização de recursos, evitando desperdícios.