Ricardo Robles: perfil do ativista que é especialista em eficiência energética

Engenheiro civil, com licenciatura e mestrados tirados no IST, é especialista em reabilitação urbana e eficiência energética, certificado pela Adene.

Cristina Bernardo

Fundador do Bloco de Esquerda (BE) Ricardo Robles foi aumentando a sua importância política em Lisboa. Em menos de uma década, passou de deputado municipal, num regime rotativo, a deputado eleito, a líder da bancada bloquista e, depois, a candidato do partido à câmara municipal.

Desde 2013, é o coordenador da concelhia de Lisboa do BE.

O seu papel tornou-se ainda mais importante, porque, eleito vereador, em 2017, é o acordo que fez com o Partido Socialista (PS) que permite a Fernando Medina a maioria absoluta na autarquia.

Nascido a 20 de maio de 1977, Ricardo Robles vive em Lisboa, mas nasceu em Almada e viveu nos Açores e no Seixal. É reconhecido como ativista, na associação SOS Racismo ou no PSR ou, depois ainda, no BE. Também no Instituto Superior Técnico (IST), em que integrou a direção da associação de estudantes, lutou, na altura contra as praxes, a que ajudou a pôr fim, e contra as propinas. Antes, no liceu, já participava em protestos contra a Prova Geral de Acesso.

Engenheiro civil, com licenciatura e mestrados tirados no IST, é especialista em reabilitação urbana e eficiência energética, certificado pela Adene. Defende para Lisboa mais transportes públicos, mas também mudanças na política de habitação, para que as pessoas vivam no centro de Lisboa e não tenham de fugir para a periferia por causa das rendas altas.

Num debate, durante a campanha para as autárquicas, falou sobre prioridades para o concelho, apresentando as propostas do BE para a cidade, nas áreas da habitação, dos transportes públicos, da transparência – “para acabar com as negociatas” – e dos equipamentos sociais, como as creches. A prioridade das prioridades, definiu, “é a habitação, sem dúvida”, garantiu.

Esta segunda-feira, anunciou que informou a coordenadora da Comissão Política do Bloco de Esquerda da intenção de renunciar aos cargos de vereador na Câmara Municipal de Lisboa e de membro da comissão coordenadora concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda, depois da polémica suscitada pelo imóvel que recuperou e pôs à venda por 5,7 milhões de euros, destinado a alojamento local.

Ler mais
Relacionadas

Respostas rápidas: o que levou Ricardo Robles a renunciar ao cargo de vereador?

Ricardo Robles anunciou esta segunda-feira a renúncia ao cargo de vereador do Bloco de Esquerda da Câmara Municipal de Lisboa. Uma decisão que surge três dias depois do Jornal Económico ter dado a notícia que o bloquista comprou um prédio em Alfama por 347 mil euros e o tentou vender por 5,7 milhões.

Ricardo Robles renuncia ao cargo de vereador da Câmara de Lisboa

A decisão de renunciar ao cargo surge depois de o Jornal Económico ter avançado que o bloquista comprou um prédio em Alfama por 347 mil euros e tentou vender por 5,7 milhões.

Ricardo Robles falha prazo legal para comunicar obras às Finanças

Os contribuintes têm 60 dias para comunicar ao Fisco as mudanças que valorizem o imóvel e agravem o valor a pagar de IMI, mas Ricardo Robles só o fez quase um ano depois.
Recomendadas

Marcelo aprova aumentos de 700 euros para juízes, mas critica fosso salarial face aos polícias e militares

Marcelo Rebelo de Sousa destaca que os juízes, e membros de autoridades reguladoras e de supervisão a entidades públicas empresariais e empresas públicas, passando por outras entidades administrativas, já estão com salários mais elevados do que o primeiro-ministro. O Presidente exige que a desigualdade salarial seja “encarada na próxima legislatura”.

Incêndios florestais caíram 26% este ano face a 2018

“Estamos, até hoje, com 6.800 incêndios desde o início do ano, o que significa que temos um número de incêndios 36% inferior à média dos últimos dez anos. E uma área ardida 42% inferior à média dos últimos dez anos”, sublinhou Eduardo Cabrita.

Proteção Civil tem reservas de combustível para “mais de dois meses”

Apesar de garantir que existem reservas para mais de dois meses, Eduardo Cabrita sublinha que as prioridades têm de ser asseguradas quando se fala numa dificuldade de distribuição.
Comentários