“Risco País”: Moçambique e Angola atingem pico

Em 2018, o crescimento económico global poderá atingir um novo pico. A Coface prevê que se registe um aumento na ordem dos 3,2%.

No que concerne aos países emergentes, a Coface prevê que a recuperação seja mais forte (numa subida de 4,6%) e, acima de tudo, mais sincronizada. Nos países avançados, avança que a tendência descendente das insolvências vai continuar, mas começa a abrandar (as previsões são apenas de -1,8% em 2018, após uma queda de -6% em 2017) à medida que os países regressam aos seus níveis pré-crise. O Reino Unido registará um aumento das insolvências (mais de 10%) num contexto de contínuas incertezas políticas.

No ponto de vista das relações comercia de Portugal, importa sublinhar que o patamar em que se encontram alguns dos seus parceiros relevantes, nomeadamente, Angola (risco “Muito Alto), Moçambique (risco “Extremo”) e Brasil (risco “Razoavelmente Alto”).

As previsões para 2018, apontam para que Angola, que em 2017 registou um fraco crescimento num ambiente de dependência da atividade petrolífera, recuperação dos preços do petróleo e de algum dinamismo dos volumes exportados (principalmente para a China), continue no caminho lento da recuperação. A venda de petróleo, que representa mais de 90% das receitas de exportação, poderá beneficiar dos preços do petróleo mas a dinâmica da procura chinesa, num contexto de desaceleração da economia, é uma forte fonte de risco. Fora do setor de petróleo, as perspetivas de crescimento permanecem fracas.

Sobre Moçambique, as previsões indicam um crescimento mais rápido em 2018, ainda que continue a sofrer com a suspensão da ajuda multilateral. A escala das necessidades financeiras do Estado será dominada pelo setor bancário, em detrimento do financiamento ao setor privado. No entanto, o setor de mineração, em particular o carvão e o alumínio, ajudará a impulsionar o crescimento económico. A crescente procura por pedras preciosas, bem como o início da produção em 2017 da primeira mina de grafite do país, ajudará a melhorar a diversidade das exportações do país. A agricultura continuará a ser um setor chave uma vez que representa 21% do PIB e quase 75% do emprego.

Quanto ao Brasil, após dois anos de forte recessão, a economia recuperou em 2017 e dá sinais de estar preparada para ganhar força este ano, impulsionada pela recuperação do consumo das famílias e pelas exportações. O comércio exterior deve continuar a beneficiar de uma atividade global ainda sólida (particularmente a recuperação na Argentina). Apesar da perspetiva geralmente mais positiva, os investimentos devem permanecer prejudicados pelas próximas eleições presidenciais (outubro de 2018). l

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