Simplex suscita dúvidas entre os madeirenses

Implementação do novo programa de simplificação administrativa é alvo de descrença.

O novo programa de simplificação administrativa Simplex+2017 foi divulgado, esta segunda-feira, pelo Governo da República, mas na Madeira nem todos ‘veem com bons olhos’ as novas medidas.

Do leque de propostas pelo ministério da Presidência e da Modernização Administrativa, fazem parte, por exemplo, o documento único automóvel, o pagamento do IMI em várias prestações e a criação de um simulador de custos para a prática de determinados atos ou para a realização de serviços na Justiça.

Não obstante o objetivo passar pela agilização de procedimentos em benefício dos cidadãos, nem todos acreditam na sua viabilidade.
“Julgo que, para estas medidas surtirem efeito prático, o governo teria de privilegiar a formação da população na utilização da Internet. Acredito que grande parte da população não está preparada para usar e rentabilizar estas ferramentas”, refere Sofia Ribeiro, admitindo, contudo, que a possibilidade de se pagar o IMI em prestações vai facilitar a gestão das famílias com orçamentos mais reduzidos.

Outra das medidas previstas no programa de simplificação administrativa é a georreferenciação do 112, uma tecnologia que permite a localização geográfica das chamadas de emergência e “melhora a precisão da localização” de quem liga para este número de emergência. Também aqui impera alguma desconfiança.

“É tudo muito bom, agora vamos ver se vão conseguir implementar o que está previsto”, exclama Augusta Pereira, uma opinião corroborada por Leonor Ferreira.

“Há situações em que as pessoas esperam horas por ajuda e esta não chega, mas tenho as minhas dúvidas que a localização geográfica das chamadas vá mudar alguma coisa”, critica a funchalense.

Há, ainda, um projeto de promoção da alimentação saudável nas escolas. O Governo pretende “simplificar o acesso ao regime da fruta escolar, através da disponibilização aos municípios de cada região de uma lista de empresas previamente aprovadas pelo Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas”. Mais uma vez há quem duvide do efeito prático desta proposta.
“Vivemos num país fértil em burocracia, acredito que muitos destes projetos vão cair a longo prazo”. A opinião de Cristina Ramos espelha bem a descrença de muitos madeirenses num programa cuja palavra de ordem é simplificar.

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