Sindicato dos Enfermeiros da Madeira confirma adesão de 68% à greve

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira, Juan Carvalho, diz que não se realizaram cirurgias programadas no Bloco Operatório e que em seis Centros de Saúde da Região Autónoma existiu adesão de 100% nos cuidados de saúde primários.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira, Juan Carvalho, refere que nesta altura a adesão à greve dos enfermeiros está nos 68%.

Juan Carvalho diz que a nível dos cuidados de saúde primário existe uma adesão de 60%. O dirigente sindical madeirense reforça que em seis Centros de Saúde da Região existiu uma adesão de 100%  nesta área.

O Hospital dos Marmeleiros e a unidade João de Almada registaram adesões de 72 e de 75% enquanto o Hospital Dr. Nélio Mendonça ficou nos 65%, avança o Sindicato dos Enfermeiros da Madeira.

Juan Carvalho destaca que no Bloco Operatório, do Hospital Dr. Nélio Mendonça, não se realizaram cirurgias programadas.

As cirurgias oncológicas por serem consideradas urgentes foram asseguradas através dos serviços mínimos, explica o sindicalista.

O dirigente do sindicato regional dos enfermeiros diz ainda que “existiram perturbações” tanto na consulta externa como nos exames complementares de diagnóstico.

O sindicalista madeirense diz que esta adesão à greve estava dentro das expectativas esperadas pela estrutura sindical.

Juan Carvalho refere que pela sua experiência é expectável que no turno da tarde e no dia de amanhã exista um aumento na taxa de adesão a esta greve dos enfermeiros na Madeira.

O dirigente do sindicato regional realça que estes números de adesão à greve reflectem “a revolta e o descontentamento” dos enfermeiros. Juan Carvalho reforça o apelo à tutela para que cumpra os compromissos que assumiu na saúde.

Entre esses compromissos, que incluem reivindicações tanto a nível nacional e regional, estão assuntos como a admissão de mais enfermeiros aos serviços, a revisão da carreira, e o acordo coletivo de trabalho.

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