Sindicato dos Professores da Madeira espera adesão de 20% à greve

O coordenador regional da estrutura sindical diz que o sindicato já esperava uma adesão mais baixa face à última greve mas revela que existiram surpresas com as Escolas da Ajuda no 1º ciclo e de Água de Pena que tiveram adesões na ordem dos 80%.

O coordenador regional do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), Francisco Oliveira, diz que nesta altura os dados apontam para uma adesão geral à greve, na Madeira, tenha sido de 20%. O sindicalista madeirense diz que esta adesão é “muito mais baixa”, em comparação com a de novembro, mas que vai ao encontro das expetativas que a estrutura sindical já tinha.

Apesar de uma adesão na ordem dos 20% o coordenador regional do SPM refere que existiram algumas surpresas. Por exemplo na Escola da Ajuda no 1º ciclo e ainda em Água de Pena existiram adesões à greve na ordem dos 80%.

Francisco Oliveira realça que estes valores de adesão à greve na Madeira se podem justificar pelo compromisso assumido pela Secretaria Regional da Educação (SRE) no sentido de descongelar o tempo de carreiras dos docentes que leccionam na Região Autónoma que terá levado a que muitos professores não aderissem à greve.

A decisão do SPM em aderir a esta greve deveu-se a factores como a questão da aposentação, à necessidade de horários de trabalho mais equilibrados, e ainda ao concurso de professores.

Francisco Oliveira afirma que a questão da aposentação “só por si” já justifica a adesão à greve. Quanto à resolução deste assunto o coordenador regional diz que está mais relacionada com a República.

No entanto a nível dos horários de trabalho e dos concursos de professores Francisco Oliveira explica que podem ser negociadas com a SRE.

Relativamente ao concurso de professores Francisco Oliveira realça que a proposta da SRE não agrada à estrutura sindical e acrescenta que o SPM teme que isso pode levar aos desemprego de vários docentes.

Já na pretensão do SPM em ter horários de trabalho mais equilibrados, nas chamadas componentes letivas e não letivas, o coordenador regional da estrutura sindical madeirense diz que “tem havido progresso” na negociação com a secretaria regional.

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