Sobe e desce. Raize fecha a primeira semana em bolsa com ganho de um milhão de euros

Sobre o futuro em bolsa, o co-fundador da ‘fintech’ José Maria Rego sublinha que “a vida da bolsa pertence aos investidores”, acrescentando que o foco da empresa está “no negócio e no crescimento da empresa”.

A fintech portuguesa Raize negociou esta semana pela primeira em bolsa e, três sessões depois, acumulou um ganho de um milhão de euros, em termos de capitalização de mercado. A empresa estreou-se com disparo de 19%, mas acabou por desacelerar e terminou a sessão de sexta-feira no vermelho. O balanço é, segundo a própria, positivo.

“Foi positivo. É normal que haja dinamismo nos primeiros dias. Houve muitas transações logo ao início portanto é normal que no terceiro dia o volume de transações tenha sido menor”, explicou José Maria Rego, co-fundador da Raize, em declarações ao Jornal Económico.

Houve, no entanto, volatilidade com a empresa a subir 20% nas duas primeiras sessões. Na terceira, esta sexta-feira, recuou 8,33%.

As ações transacionam por chamada, duas vezes por dia (às 10h30 e 15h30), e fecharam a semana nos 2,20 euros, em comparação com os dois euros fixados na oferta pública inicial e com que entraram em bolsa. A capitalização bolsista da empresa subiu, assim, de 10 milhões para 11 milhões de euros.

A Raize é uma sociedade gestora de uma bolsa de financiamento a pequenas e médias empresas e tornou-se a primeira empresa de crowdfunding a entrar em bolsa na Europa. Com o ticker MLRZE, a Raize entrou em bolsa após uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), no qual dispersou 15% do capital social (750 mil ações).

Sobre o futuro em bolsa, José Maria Rego sublinha que “a vida da bolsa pertence aos investidores”, acrescentando que o foco da empresa está “no negócio e no crescimento da empresa”.

Nos próximos seis meses, irá vender mais 500 mil ações, equivalentes a 10% do capital, a um valor entre 2,20 e 4 euros. Os analistas consultados pelo Jornal Económico concordam que ter uma nova empresa cotada em bolsa em Portugal é positiva para o mercado de capitais, mas alertam que a dimensão da fintech portuguesa é demasiado pequena para captar a atenção de grandes investidores.

Chegada da Raize à bolsa é positiva, mas passa à margem do radar dos grandes investidores

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