Société Générale compra negócio de ações e ‘commodities’ do Commerzbank

O valor da transação não foi revelado, mas banco francês refere que o negócio poderá trazer sinergias, enquanto o Commerzbank sublinha que faz parte da estratégia para reduzir os custos.

O banco francês Société Générale  informou esta terça-feira que chegou a um acordo com o Commerzbank para adquirir a divisão de mercados acionistas e commodities (EMC) do banco alemão. O valor do negócio não é revelado, embora o Commerzbank tenha informado que as receitas brutas da divisão alcançaram os 381 milhões de euros em 2017.

“Os negócios de Equity Markets do Société Générale e do Commerzbank complementam-se e apresentam um significativo potencial para sinergias. Esta aquisição pode reforçar as nossas atividade de Global Banking e Investor Solutions, em linha com o nosso plano estratégico 2016-2020″, explica o vice-presidente executivo do banco francês, Séverin Cabannes, responsável pelas atividades de Global Banking e Investor Solutions.

Em comunicado, os franceses especificam que o negócio inclui as áreas de produtos de investimento e gestão de ativos do Commerzbank a nivel global. Fora do acordo ficaram os negócios de corretagem de valores mobiliários e de matérias-primas.  As atividades na mira deste acordo localizam-se nas cidades de Frankfurt, Londres, Hong Kong, Paris, Luxemburgo e Zurique.

A transação está agora sujeita a avaliação e autorização dos reguladores e autoridades competentes.

Para o banco alemão, que ainda pertence parcialmente ao governo germânico, a venda desta divisão segue a “estratégia 4.0” que tem seguido um plano de reestruturação. De acordo com a CNBC, o Commerzbank espera com este negócio desinvestir em ativos não essenciais para conseguir levantar capital para a franquia principal do banco.

“Estamos a simplificar os nossos negócios, contribuindo para metas de redução de custos e, por isso, estamos a libertar capital para nosso benefício  com clientes privados e corporativos”, afirmou Martin Zielke, presidente-executivo do Commerzbank, citado pela CNBC.

 

 

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