Sonae aumenta dividendo em 5% e vai pagar 4,2 cêntimos por ação

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae refere que este dividendo corresponde a um ‘dividend yield’ de 3,7% relativamente à cotação de fecho do dia 31 de dezembro de 2017 (que se fixou em 1,126 euros) e a um ‘payout ratio’ de 64% face ao resultado direto atribuível aos acionistas.

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A Sonae vai distribuir aos acionistas um dividendo de bruto de 4,2 cêntimos por ação relativo ao exercício de 2017, mais 5% que no ano anterior, anunciou o grupo empresarial esta quinta-feira.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae refere que este dividendo corresponde a um ‘dividend yield’ de 3,7% relativamente à cotação de fecho do dia 31 de dezembro de 2017 (que se fixou em 1,126 euros) e a um ‘payout ratio’ de 64% face ao resultado direto atribuível aos acionistas.

Nas perspetivas avançadas para 2018, a Sonae diz pretender “proporcionar maior autonomia e foco às empresas do seu portefólio”, adiantando que, neste sentido, o Conselho de Administração “está atualmente a analisar a possibilidade de listar um portefólio de retalho, no qual a Sonae SGPS irá manter a participação maioritária”.

Contudo, acrescenta, “nesta fase não foi tomada qualquer decisão formal”.

No que se refere aos vários negócios do grupo, adianta que a Sonae MC manterá em 2018 a aposta na “expansão das suas lojas de proximidade” e na exploração de “oportunidades nas avenidas de crescimento selecionadas, como por exemplo de ‘health & wellness’ e expansão internacional”.

Já a Worten “irá manter-se focada na sua estratégia ibérica e espera continuar a consolidar as suas quotas de mercado, beneficiando do ambiente macroeconómico”, e a Sonae Sports & Fashion “irá procurar oportunidades de expansão rentáveis enquanto ajusta a sua proposta de valor”.

Relativamente à ISRG (Iberian Sports Retail Group), a Sonae adianta que “2018 vai ser um ano para a consolidação desta parceria entre a Sport Zone e a JD Sprinter, assim como para o contínuo crescimento do negócio”.

A Sonae IM (unidade do grupo focada no investimento, através de fusões e aquisições, em empresas tecnológicas nas áreas de telecomunicações e retalho) “continuará a investir em cibersegurança” e “em empresas de base tecnológica relacionadas com retalho e telco”, enquanto a Sonae FS (serviços financeiros) “fortalecerá ainda mais a operação do cartão Universo”.

Quanto à Sonae RP (unidade de negócio responsável pela gestão do portefólio mobiliário de retalho da Sonae), estará atenta a “operações específicas de ‘sale and seaseback’, com o objetivo de manter o nível de ‘freehold’ definido, e apoiará a expansão da rede de lojas de proximidade do Continente.

Já a Sonae Sierra “vai continuar o desenvolvimento de alguns ativos específicos, nomeadamente Málaga em Espanha, Parma em Itália e Cúcuta na Colômbia”, e, ao mesmo tempo, “continuar a libertar capital de ativos mais maduros enquanto adquire outros ativos sempre que surgirem oportunidades interessantes”.

A Sonae anunciou hoje uma redução do lucro para 166 milhões em 2017, mas ressalvou que este valor não é comparável com 2016 pois, excluindo as mais-valias com a alienação de ativos imobiliários, o resultado líquido teria subido 6,5%.

No exercício do ano passado, o resultado líquido atribuível a acionistas baixou 215 milhões de euros “devido sobretudo ao impacto dos itens não recorrentes em 2016” e o volume de negócios consolidado da Sonae cresceu 7,1% relativamente a 2016, “suportado pela evolução positiva da Sonae Retalho, Sonae IM e Sonae FS, atingindo 5.710 milhões de euros em 2017”.

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