“Sra. May, demita-se!”. Corbyn não perdoa cortes no combate ao terrorismo

“Não podemos proteger as pessoas com cortes de financiamento. A polícia e os serviços de segurança devem obter os recursos de que precisam e não ter cortes no dispositivo policial”, defende Jeremy Corbyn.

Reuters

Jeremy Corbyn, líder do Partido dos Trabalhistas, pediu esta segunda-feira a demissão da primeira-ministra britânica, Theresa May, depois de ter sido revelado que a deputada conservadora reduziu de forma radical o apoio financeiro dado às autoridades britânicas. Jeremy Corbyn defende que os cortes são inadmissíveis tendo em conta o recrudescimento dos ataques terroristas no Reino Unido.

A apenas três dias das eleições gerais, marcadas para dia 8, e no rescaldo do duplo ataque terrorista deste sábado, o líder trabalhista sublinha que o corte de verbas e a demissão de 20 mil pessoas implementados pela primeira-ministra, na altura secretária de Estado do Interior, entre 2010 e 2016, são injustificáveis e que “a prioridade deve ser sempre a segurança pública” e a “proteção e segurança do país”.

“Não podemos proteger as pessoas com cortes de financiamento. A polícia e os serviços de segurança devem obter os recursos de que precisam e não ter cortes no dispositivo policial”, afirmou Jeremy Corbyn, citado pelo jornal ‘The Independent’. “Isso inclui autoridade total para que a polícia use qualquer força necessária para proteger e salvar vidas como fizeram na noite de sábado e como aconteceu em Westminster em março”.

Face a isso, o trabalhista manifestou à jornalista do canal de televisão britânico ITV News, Rachel Younger, a sua intenção de que Theresa May que se demita por “falhas de segurança”, argumentando que estas levaram aos ataques terroristas em Westminster, Manchester e o deste fim-de-semana.

No sábado, sete pessoas morreram e outras 49 pessoas ficaram feridas na sequência de um novo ataque na capital do Reino Unido. Três suspeitos terão entrado com uma carrinha na zona pedonal da Ponte de Londres, abalroando dezenas de pessoas. Depois de terem abandonado o veículo, os atacantes terão-se dirigidos para Borough Market onde terão esfaqueado várias pessoas. Os três indivíduos foram, pouco depois, abatidos pelas autoridades.

Este foi o terceiro ataque terrorista a atingir o país em pouco mais de três meses. O ataque foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico. O Reino Unido é o segundo país do Ocidente com mais combatentes nas fileiras do grupo terrorista. Desde 2014, partiram para a Síria mais de 800 britânicos.

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