STRN realiza nova vigília, desta vez em Ponte da Barca

Iniciativa é um protesto pelo facto de a Conservadora designada em julho do ano passado ainda não ter aparecido no local de trabalho.

Depois de duas vigílias realizadas no Porto por causa das más condições de trabalho existentes na Conservatória do Registo da cidade, o STRN, Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, realiza esta quarta-feira, dia 28 de Março, uma iniciativa semelhante, desta vez em Ponte da Barca.

Será em frente da Conservatória do Registo Civil, Predial e Comercial de Ponte da Barca, e a iniciativa, “uma vigília e manifestação pacífica”, servirá para “para chamar a atenção para a situação – caricata e muito prejudicial para os serviços – de haver uma Conservadora designada desde julho do ano passado mas que nunca compareceu no local de trabalho”, diz a organização em comunicado.

“Além dos trabalhadores dos registos e do notariado estarão também presentes advogados e solicitadores igualmente afetados pela falta da Conservadora”, diz ainda a nota oficial. “A situação calamitosa a que a Conservatória de Ponte da Barca chegou deve-se, na opinião do STRN, exclusivamente às más políticas praticadas pelo IRN, Instituto de Registos e do Notariado, com graves prejuízos para o interesse público”.

Com efeito, “tendo o lugar de Conservador de Ponta da Barca ficado vago, ganhou o concurso uma Conservadora (no caso, oriunda do quadro de Vendas Novas) que assim passou a detentora oficial aquele lugar em junho do ano passado. Detentora mas não de facto. A nova Conservadora tomou posse (julho 2017) mas nunca assumiu o lugar, nunca foi sequer aos serviços de Ponte da Barca, porque o IRN entendeu, entrando, colocar a referida dirigente no Arquivo Central do Porto… onde existem já 12 Conservadoras”.

“Com empenho e profissionalismo, os serviços da Conservatória de Ponte da Barca têm sido assegurados por oficiais do seu quadro. Há, porém, matérias que são da exclusiva competência da Conservadora, fazendo com que os cidadãos de Ponde da Barca se vejam assim privados desses serviços”, refere ainda o comunicado.

“A situação absurda que se vive em Ponte da Barca é prova evidente de que o atual Conselho Diretivo do IRN não está cumprir a sua mais elementar missão, que é a de assegurar a satisfação do interesse público naquilo que são os registos públicos em Portugal, ao serviço da coesão social”, conclui.

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