Taxa verde: uma “rasteira” para a fileira do pescado

O membro da comissão da Fileira do Pescado Manuel Tarré contestou a introdução de uma “taxa verde” que vai criar “sérios embaraços às empresas”, considerando que se tratou de “uma rasteira” do Governo. “Acho que não é uma atitude correta num momento em que o país precisa de união, de empenho e de princípios válidos […]

O membro da comissão da Fileira do Pescado Manuel Tarré contestou a introdução de uma “taxa verde” que vai criar “sérios embaraços às empresas”, considerando que se tratou de “uma rasteira” do Governo.

“Acho que não é uma atitude correta num momento em que o país precisa de união, de empenho e de princípios válidos e honestos para poder prosseguir a sua grande conduta face ao desafio que é a exportação. Não é correto o Governo fazer uma pequena rasteira destas”, comentou à Agência Lusa, à margem do V Congresso da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares.

Manuel Tarré, que é também presidente da Gelpeixe, disse esperar que o “bom senso impere porque a taxa verde” vai criar “sérios embaraços” nalgumas situações e ameaça “inclusivamente a sobrevivência de uma ou outra empresa”.

O empresário comentava, desta forma, a reforma da Fiscalidade Verde, que prevê, entre outras, novas taxas sobre os combustíveis e sobre os sacos plásticos.

“É muito gratificante para as empresas que dão lucro ver o seu IRC descer dois pontos, agora fico francamente dececionado quando se tenta, por outro lado, ir buscar esse valor, ou ainda mais valor, a uma taxa verde penalizando ainda mais as empresas. Não se faz, é incorreto, é desonesto”, lamentou, acrescentando que “não se pode pedir mais aos empresários”.

Manuel Tarré salientou, por outro lado, que a fileira do pescado tem continuado a aumentar exportações, que chegaram ao ano passado ao valor recorde de 811 milhões de euros, ultrapassando os vinhos pela primeira vez.

A fileira do pescado representa várias associações desta fileira incluindo as da indústria conserveira, os armadores de pescas industriais, os comerciantes de pescado e os industriais de bacalhau.

 

OJE/Lusa

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