Tensões podem atrapalhar crescimento acima de 8% de Moçambique

Moçambique vai crescer 8,3% este ano e 8,4% no próximo ano, prevê a agência de notação financeira Moody’s numa análise em que considera que a eventual má gestão das receitas pode aumentar as tensões políticas e sociais. Segundo a “Opinião de Crédito”, a última nota de análise sobre Moçambique, o país vai crescer acima de […]


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Moçambique vai crescer 8,3% este ano e 8,4% no próximo ano, prevê a agência de notação financeira Moody’s numa análise em que considera que a eventual má gestão das receitas pode aumentar as tensões políticas e sociais.

Segundo a “Opinião de Crédito”, a última nota de análise sobre Moçambique, o país vai crescer acima de 8% nos próximos dois anos, tendo a seu favor as “perspetivas favoráveis de médio prazo, alimentadas pela exploração dos substanciais recursos naturais”, a estabilidade política exponenciada pela supervisão do Fundo Monetário Internacional e os baixos custos do serviço da dívida, apesar dos níveis relativamente altos da dívida pública.

Do lado dos aspetos menos negativos, a Moody’s salienta a pequena e pouco diversificada economia e os altos níveis de pobreza e fraco PIB, a fraca força fiscal, caracterizada pelos altos níveis de dívida pública e défices fiscais como resultado das necessidades de infraestrutura, a baixa capacidade institucional e os moderados riscos políticos, resultantes das tensões sociais e políticas, que podem ser exacerbadas em caso de má gestão das receitas provenientes dos recursos naturais.

Esta “Opinião de Crédito”, que não constitui qualquer mudança relativamente ao rating do país (B1), sendo apenas um comentário da Moody’s, explica que as razões da avaliação assentam essencialmente em quatro fatores: baixo nível de força económica, baixo nível de força institucional, baixo nível de força fiscal e um nível moderado de suscetibilidade a um evento de risco.

Sobre a força económica, a Moody’s diz que a avaliação “reflete a pequena dimensão da economia de 15 mil milhões de dólares, um muito baixo PIB per capital (cerca de mil dólares) e uma estrutura muito centralizada da sua economia, com a agricultura de subsistência a representar a maioria do emprego”.

Ainda assim, os analistas da agência de notação financeira notam que “a perspetiva de crescimento a curto e médio prazo é muito favorável”, lembram que Moçambique cresceu, em média, 7,5% ao ano desde 2002 e esperam que os recursos naturais forneçam um impulso importante para o crescimento da economia e das exportações.

 

OJE/Lusa

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