Trabalhadores da Soporcel contra rescisões na papeleira

Os trabalhadores da papeleira Soporcel vão estar hoje reunidos em plenário, na Figueira da Foz, para contestarem um plano de rescisões que afeta funcionários da área informática e pode estender-se a outros setores da empresa, diz fonte sindical. Em causa está uma proposta de rescisão de contrato por mútuo acordo feita pela administração da fábrica […]

Os trabalhadores da papeleira Soporcel vão estar hoje reunidos em plenário, na Figueira da Foz, para contestarem um plano de rescisões que afeta funcionários da área informática e pode estender-se a outros setores da empresa, diz fonte sindical.

Em causa está uma proposta de rescisão de contrato por mútuo acordo feita pela administração da fábrica localizada em Lavos, Figueira da Foz, a funcionários da área de sistemas de informação, cujos termos a comissão sindical e a de trabalhadores criticam.

“As pessoas foram abordadas individualmente e foi-lhes sugerido a rescisão por mútuo acordo. São trabalhadores com 23 a 25 anos de casa. Ficaram boquiabertos, sem saber o que fazer”, disse à agência Lusa Vítor Abreu, da comissão de trabalhadores da Soporcel.

De acordo com a proposta, os funcionários em causa rescindem o contrato com a papeleira e passam a trabalhar para uma empresa externa “já contratada pela Soporcel por cinco anos”, para fazerem “no mesmo local de trabalho exatamente o mesmo que faziam, mas por 60 por cento do salário base que tinham”, alega Vítor Abreu.

“É uma proposta injusta, que retira aos trabalhadores os direitos laborais que tinham adquirido”, frisa.

Vítor Abreu diz ainda que o projeto de rescisões tem mais de um ano, mas só agora a comissão de trabalhadores conheceu a proposta, já depois de a firma que vai fornecer os serviços informáticos ter sido contratada por cinco anos.

“A Soporcel está obrigada, nos termos do Código do Trabalho, a informar a Comissão de Trabalhadores e não o fez”, alega.

Adianta que para além da área informática, o plano de rescisões poderá incidir sobre o departamento de planeamento, contabilidade e gestão da papeleira, abrangendo um número de colaboradores que não soube precisar.

“Mas são mais dos que os da informática”, frisa.

Segundo Vítor Abreu, as rescisões na Soporcel serão o “tema principal” do plenário agendado para as 19:00 de hoje no auditório do Sítio das Artes (antigas instalações da ex-Universidade Internacional, na rua do Pinhal), cuja ordem de trabalhos inclui ainda questões como o descanso compensatório e a prestação de trabalho extraordinário, incluídas num caderno reivindicativo em negociação com a empresa.

Ainda de acordo com Vítor Abreu, meia centena de trabalhadores da Soporcel manifestaram-se “de forma silenciosa” ao final da tarde de segunda-feira, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, na inauguração de uma exposição sobre os 30 anos de atividade da papeleira que contou com a presença de Diogo da Silveira, presidente do grupo Portucel/Soporcel.

OJE/Lusa

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