Transações de dívida pública aumentaram 75,6% no último trimestre de 2017

Entre setembro e dezembro, os investidores residentes foram responsáveis por 39,5% do valor das ordens recebidas (11.663,7 milhões de euros). As ordens dos investidores não residentes cresceram 46% para 17.838,7 milhões

Brendan McDermid/Reuters

A execução de ações de compra e venda de dívida aumentaram no quarto trimestre de 2017, em comparação com o trimestre anterior. No caso da dívida pública, as transações subiram 75,6%, enquanto no de dívida privada, cresceram 19,5%, segundo dados publicados esta segunda-feira, pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O BPI liderou no número de ordens sobre dívida pública, com uma quota de mercado de 33,9%. Seguiu-se o BCP, com 26,1%, e da Fincor, com 12,1%. Já nas ordens sobre dívida privada coube à Fincor a maior quota de mercado, com 32,1%, seguida do Santander Totta (29,3%) e do Banco Português de Investimento (24,7%).

“Os investidores residentes foram responsáveis por 39,5% do valor das ordens recebidas, num total de 11.663,7 milhões de euros, uma subida de 29,8% face ao trimestre anterior. As ordens dos investidores não residentes cresceram 46% para 17.838,7 milhões”, explicou a CMVM.

A dívida pública foi o ativo financeiro mais procurado (52,6% do total), com um aumento trimestral de 63,2%, seguida dos títulos sobre dívida privada e das ações, que atingiram, respetivamente, 6.468,9 milhões de euros e 5.221,9 milhões.

As ordens executadas sobre ações aumentaram 37,6%, sendo que o BCP continuou a liderar, com a quota de mercado mais elevada (29,8%). Seguiu-se o BPI, com 21,3% de quota de mercado, e o Caixa – Banco de Investimento com 10,7%.

“No quarto trimestre de 2017, o volume de ordens executadas no mercado a contado pelos intermediários financeiros a operar em Portugal totalizou 26.275,2 milhões de euros, mais 50% do que no trimestre anterior e mais 19,4% do que em igual período de 2016”, acrescentou a CMVM.

Ler mais

Relacionadas

Prudência, a fórmula para gerir o tesouro do ‘rating’

Investidores mais estáveis e de mais longo prazo são atraídos para a dívida pública nacional. A nova tendência foi causada pelas subidas na notação financeira, pela economia nacional e europeia, mas também pela estratégia de gestão da dívida do IGCP.

Portugal recomprou 250 milhões de euros de dívida que vencia em 2019 e 2021

De acordo com uma apresentação a investidores divulgada hoje, o IGCP “está ativamente” a recomprar Obrigações do Tesouro que vencem mais cedo, de modo a aliviar os pagamentos futuros.

BCP foi o título que mais pesou nas carteiras de fundos em fevereiro

O valor das aplicações em ações registou uma queda de 2,7% nas de emitentes nacionais e de 2,4% nas de emitentes estrangeiros. O BCP foi o título que mais pesou nas carteiras dos fundos, representando 11,8% do total, com um decréscimo mensal de 4,6%. Seguiram-se a Sonae SGPS, cujo valor nas carteiras dos fundos caiu 4,4%, e a Galp, que aumentou 13,2%.
Recomendadas

PSI 20 acompanha Europa em alta. Títulos do Grupo EDP impulsionam praça nacional

O principal índice bolsista português soma 0,46%, para 4.855,54 pontos.

Abrandamento da economia poderá ser entrave para Moody’s igualar as pares na avaliação de Portugal

A Moody’s tem agendada uma avaliação à notação da dívida soberana portuguesa esta sexta-feira. A agência poderá querer alinhar-se com a S&P e a Fitch através de uma subida de um grau para ‘Baa2’, mas as incertezas que estão a esfriar o crescimento da economia global poderão ser motivo para manter o ‘status quo’.

Acalmia cambial trouxe bons resultados em Wall Street

O índice tecnológico S&P, .SPL.RCT, que inclui empresas que têm uma maior exposição ao mercado chinês e estiveram no centro das vendas registadas na segunda-feira, foi aquele que mais valorizou nesta sessão, com um crescimento de 1,61%.
Comentários