Transforme o seu edifício num NZEB até 2021

NZEB significa Nearly Zero Energy Building, ou seja, edifícios com necessidades quase nulas de energia, e foi estabelecido pela Diretiva Europeia sobre o Desempenho Energético dos Edifícios.

A eficiência energética já não é uma necessidade, é uma obrigatoriedade. A Diretiva Europeia sobre o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) obriga a que a partir de 1 de janeiro de 2019 em novos edifícios públicos, e de 1 de janeiro de 2021 em novos edifícios particulares, seja implementado o NZEB, acrónimo para Nearly Zero Energy Building, ou seja, edifícios com necessidades quase nulas de energia.

Para João Gavião, um dos responsáveis pela Homegrid e Associação Passivhaus Portugal, “trata-se de um grande desafio e, ao mesmo tempo, de uma grande oportunidade para alterar radicalmente o desempenho do nosso parque edificado”.

A Passive House é o mais elevado padrão de eficiência energética a nível mundial: as poupanças energéticas atingem os 75% em comparação com os edifícios convencionais e de acordo com a regulamentação atual. Por esse motivo, a associação desenvolveu o primeiro ‘Fórum NZEB Para Todos!’, organizado pela Homegrid e pela Associação Passivhaus Portugal, com o apoio de Águeda, o primeiro Município Passivhaus.

De acordo com João Gavião, a definição atual do NZEB em Portugal encontra-se no decreto-lei 28/2016 de 23 de junho e refere que “as necessidades de energia quase nulas ou muito reduzidas são, em larga medida, satisfeitas com recurso a energia proveniente de fontes renováveis”.

O responsável adianta que é clara a relevância dada ao elevado desempenho energético do edifício, ou seja, primeiro tem de se reduzir o consumo de energia no edifício e só depois é que se trata da produção renovável de energia.

“O que defendemos é que a solução para o NZEB deve passar por níveis de desempenho equivalentes à Passive House. E esta é uma ideia corroborada pelo grande promotor e impulsionador da EPBD e dos NZEB, o eurodeputado luxemburguês e presidente da EUFORES Claude Turmes”, esclarece.

João Gavião admite que apesar de existir uma clara definição qualitativa do NZEB em Portugal, não existe ainda uma definição quantitativa no que diz respeito ao desempenho energético dos edifícios. “Mas esta ausência de definição legislativa ou regulamentar não deve ser sinónima de inação. Temos de ser ativamente passivos”, salienta.

Existem neste momento mais de 30 projetos Passive House, NZEB portanto, em desenvolvimento em todo o país, de norte a sul e também nas ilhas. E estamos a falar de habitações unifamiliares e multifamiliares, escritórios, hotéis, etc., tanto em construção nova como em reabilitação.

Fórum NZEB Para Todos!

“Neste momento, já existe capacidade instalada para implementar edifícios Passive House e NZEB. E é precisamente esta capacidade que queremos materializar e potenciar com o ‘Fórum NZEB Para Todos!’, através da verdadeira partilha e participação dos diferentes stakeholders. Todos eles são importantes na cadeia de valor do setor da construção e tendo em conta o objetivo de alcançar a ambiciosa meta estabelecida pela União Europeia”, adianta o responsável.

Contudo, João Gavião alerta para o facto de a aposta na formação ter de ser continuada e reforçada. Além disso, “terão também de ser dados sinais positivos ao mercado de que este é o caminho certo para o país. Este caminho para a independência energética de Portugal passa pela definição de metas ambiciosas, com capacidade de transformação da realidade, e que estão perfeitamente ao nosso alcance”.

A Passive House é um conceito construtivo que define um padrão que é, eficiente sob o ponto de vista energético, confortável, economicamente acessível e ecológico. Não se trata de um estilo ou linguagem arquitetónica. Trata-se de uma norma que assenta no desempenho dos edifícios e que obriga ao cumprimento de requisitos muito objetivos.

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